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Feminicídio: mulher é morta com socos por companheiro em SP

Saiu no site CNN

Empregada doméstica agredida chegou a ser socorrida após espancamento, mas não resistiu; suspeito foi preso e já tinha antecedentes por violência contra mulheres

Uma mulher de 42 anos morreu após ser agredida pelo companheiro na zona leste de São Paulo no início desta semana. O caso, inicialmente registrado como violência doméstica, foi posteriormente reclassificado como feminicídio consumado, segundo informações do boletim de ocorrência da Polícia Civil. 

De acordo com o registro, policiais militares foram acionados via Copom para atender uma ocorrência em São Miguel Paulista, na última segunda-feira (22).  

A mulher, identificada como Simone Aparecida da Silva, foi atingida com diversos socos pelo companheiro, Rodrigo Clécio Gomes Ferreira. Segundo o boletim, as agressões teriam se concentrado principalmente na região abdominal e nas costelas. 

Ainda conforme o relato, o suspeito dificultou inicialmente o atendimento médico, sendo necessário o apoio da polícia para que a equipe do Samu conseguisse acessar a vítima e prestar socorro. Ela foi encaminhada à UPA Tito Lopes, com suspeita de lesões internas, incluindo contusão na costela. 

Após o atendimento, Simone foi liberada. No entanto, horas depois, já na manhã do dia seguinte, voltou a passar mal em casa, com fortes dores abdominais. Vizinhos acionaram novamente o socorro, e ela foi levada ao Hospital Planalto, em Itaquera, onde morreu. 

Durante as diligências, a polícia constatou que o suspeito era procurado pela Justiça Federal. Ele foi preso em flagrante e conduzido ao 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí. Em depoimento, optou por permanecer em silêncio. 

O boletim aponta ainda que há registros anteriores de agressões cometidas pelo investigado contra outras mulheres, indicando histórico de violência doméstica. 

A vítima relatou, antes de morrer, que já havia sido agredida outras vezes pelo companheiro, mas não havia acionado a polícia anteriormente

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso segue sob investigação.

 

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