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Quatro histórias de vida que podem mudar a sua

Saiu no site FINANÇAS FEMININAS: 

 

Veja publicação original:   Quatro histórias de vida que podem mudar a sua

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Por Karina Alves

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A vida as vezes demora a sorrir para a gente. E se a resposta a isso for o desânimo, podemos deixar de aproveitar grandes oportunidades. Nem sempre a motivação para grandes projetos nasce em momentos de calmaria. Os percalços, os tropeços no caminho e os desafios mais inimagináveis podem ser a fonte para o surgimento de histórias de vida memoráveis.

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E é nesse clima de inspiração que queremos trazer a vocês histórias bem contemporâneas de mulheres guerreiras, que se empenharam para fazer a diferença com base em trajetórias por vezes tristes e por vezes belas.

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Carolina Maria de Jesus

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A mineira de Sacramento teve uma vida marcada pela pobreza, o convívio com a miséria e o abandono. Saiu da terra natal para trabalhar como empregada doméstica em São Paulo. Mãe solteira de três filhos, passou grande parte de sua vida como catadora de papel na favela do Canindé, nas proximidades da marginal Tietê.

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A realidade dura não ficou só na memória. Em meio a cadernos velhos e pedaços de papel que encontrava por onde passava, Carolina registrava sua rotina. As anotações transformaram-se no aclamado livro Quarto de despejo: Diário de uma favelada, que vendeu mais de um milhão de exemplares e foi traduzido para pelo menos treze línguas.

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A história de Carolina mexeu com a sociedade nas décadas de 1960 e 1970. Ao contrário dos relatos distantes que todos estavam acostumados, ela veio como um retrato vivo da realidade de tanta gente que precisa inventar formas de sobreviver em meio a miséria. Sua história foi descoberta por um jornalista, que se encantou pela qualidade da obra e conseguiu um editor. Depois deste, escreveu vários outros livros e poemas que também tiveram grande notoriedade.

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Carolina Maria de Jesus/reprodução internet

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Dawn Schiller

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Essa mulher pode dizer que conheceu bem o inferno na Terra. A americana de olhos claros e sorriso encantador fisgou o coração do polêmico e conturbado ator de filmes pornográficos John Holmes. Para quem não conhece a história da figura, ele aparece como protagonista do filme Crimes em Wonderland, que fala sobre a rápida ascensão que teve na indústria pornográfica e a decadência de sua carreira, marcada pelo vício em drogas e pelo envolvimento em uma terrível chacina na avenida Wonderland, em Los Angeles.

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Quem assiste o filme pode enxergar Dawn Schiller apenas como coadjuvante, mas aqueles que se interessarem um pouco mais sobre sua trajetória verão que ela é muito mais do que isso. A vida dela é um exemplo fantástico de superação. O pesadelo começou precocemente aos 15 anos, no ano de 1976, quando conheceu John na vizinhança, um homem casado com o dobro da idade dela, que era tratado por todos como um astro e que tinha um forte poder de sedução.

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A inocência da pouca idade e o poder da lábia dele fizeram com que ela se tornasse um alvo fácil para a armadilha que se estenderia por alguns anos. Ele a levava para onde ia e introduziu Dawn às drogas e a uma realidade marcada pela violência doméstica, por exploração sexual e, finalmente, por um envolvimento indireto no massacre em Wonderland. Ela chegou a ser perseguida por criminosos que buscavam vingança e depois de muito sofrimento finalmente conseguiu escapar do ex-amante e chamar a polícia.

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Após todos esses episódios, teve medo de continuar sendo perseguida nos Estados Unidos e passou sete anos na Tailândia. Batalhou por muito tempo contra depressão e as sequelas mentais que ficaram em função dos abusos sexuais. Aprendeu a falar tailandês fluentemente, também domina alguns conhecimentos de japonês, formou-se em estudos gemológicos na Ásia e retornou aos Estados Unidos no fim da década de 80, duas semanas antes de John Holmes falecer por complicações da Aids. Atuou como assistente de produção do filme “Crimes em Wonderland” e escreveu um livro sobre sua história: “The road through Wonderland: Surviving John Holmes” (A estrada através de Wonderland: Sobrevivendo a John Holmes, tradução livre). Hoje ela lidera projetos sociais para cuidar de crianças abandonadas e também é conselheira em uma instituição americana que batalha contra a violência doméstica.

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Philomena Lee

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As circunstâncias da vida levaram essa irlandesa a perder a fé na religião, mas jamais perder a esperança e a espiritualidade. A história da enfermeira aposentada inclusive foi retratada no cinema. Como castigo por ter engravidado sem casar, há cerca de 60 anos ela foi forçada a fazer o parto do filho sem anestesia. Três anos depois teve o filho tirado dos braços à força para ser entregue à adoção, por determinação da Igreja católica na Irlanda.

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Dedicou a vida à busca ao filho e ele também esteve na Irlanda algumas vezes em busca da mãe. Em determinado momento da vida, a enfermeira passa a contar com a ajuda do jornalista Martin Sixsmith e consegue descobrir qual havia sido o paradeiro do filho. A descoberta infelizmente veio tarde, pois ele já havia falecido.

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Motivada pela história trágica, ela e a filha fundaram o “Projeto Philomena“, com o objetivo de ajudar famílias separadas em função de separações forçadas. De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo, 2.200 irlandesas também tiveram seus filhos tomados à força para adoção.

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Ocean Ramsey

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Como você defende uma causa na qual acredita? Muita gente optaria por um bom discurso, por participar de manifestações e até mesmo elaborar um estudo acadêmico sobre o assunto. A bióloga Ocean Ramsey foi além. Apaixonada por tubarões, ela despiu-se de qualquer tipo de medo para desfazer a fama de assassinos dos temidos animais.

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Além de fundar um instituto em prol da preservação de tubarões de diferentes espécies, ela mergulhou com 32 tipos diferentes do animal, sem gaiola de proteção. Completamente à vontade entre eles, ela narra a experiência e os motivos que lhe levaram a isso.

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Seja pela dor, pelo desafio, pela persistência, todas essas mulheres têm algo em comum: a coragem. Independente do tamanho do problema em seu caminho, nada pode te impedir de construir uma história incrível. Todas esses exemplos mostram pessoas que ajudaram a construir algo maior, em benefício de muita gente, em função de suas vivências.

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Que todas essas mulheres sirvam de inspiração a nós quando os obstáculos parecerem impossíveis!

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Fotos: Fotolia

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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