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Mulheres mortas em padaria na Grande BH: testemunha implorou para não ser morta e autor debochou

Saiu no site ITATIAIA

 

Ex-namorado de uma das vítimas, adolescente de 17 anos foi apreendido; ataque ocorreu após discussão em uma padaria de Justinópolis, em Ribeirão das Neves

Uma testemunha, de 19 anos, contou à polícia que implorou para não ser morta por homem que assassinou duas mulheres e deixou outra ferida na noite dessa quarta-feira (4), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um adolescente foi apreendido.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), ela relatou que o autor, um homem de cor parda, usando touca e capacete, entrou na padaria e fez os primeiros disparos contra Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16, ex do suspeito apreendido.

Em seguida, ele atirou contra Ione Ferreira Costa, de 56, que também morreu no local, e contra uma menina, de 14, que estava mais ao fundo do estabelecimento. Depois disso, o autor se aproximou da testemunha de 19 anos e, nesse momento, ela implorou para não ser morta.

De acordo com o registro policial, “o homem sorriu, fez um gesto de deboche, colocando os polegares nas bochechas e mostrando a língua.”

Esse comportamento levantou a suspeita de que o autor poderia conhecê-la e, por isso, decidiu não atirar. Logo depois, ele fugiu em uma motocicleta.

Segundo a Polícia Militar (PM), o crime aconteceu na Rua Josué Martins de Souza, no bairro Lagoa, área de divisa com a região de Venda Nova, em Belo Horizonte, pouco antes das 21h.

Nathielly, funcionária do estabelecimento, trabalhava no caixa da padaria e foi atingida por dois tiros. Ione foi baleada duas vezes e faleceu na porta do comércio.

A adolescente de 14 anos, filha do dono da padaria, que trabalhava como atendente, foi baleada na cabeça, no braço e na perna, sendo socorrida em estado grave para o Hospital Risoleta Neves.

Ainda conforme depoimentos à polícia, o ex de Nathielly foi até a padaria e, segundo o B.O., “por ciúmes”, iniciou uma discussão.

As mulheres intervieram para defender Nathielly, no momento em que houve um desentendimento e, em seguida, ocorreram os assassinatos.

Populares disseram que Ione era uma pessoa pacata, sem conhecimento de inimizades, trabalhava em um sacolão próximo ao local e tinha o hábito de frequentar a padaria para compra de pães.

O suspeito foi apreendido em casa. Segundo a PM, os familiares apresentaram versões diferentes e não souberam dizer a que horas ele chegou à residência.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil (PCMG) e aguarda um posicionamento.

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