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Irã autoriza mulheres a tirar carteira para motocicleta após anos de impasse

Saiu no site G1

 

Irã autorizou mulheres a obter carteira de habilitação para motocicletas, informou a imprensa local nesta quarta-feira (4). A decisão encerra anos de ambiguidade legal. Antes, a lei não proibia explicitamente, mas, na prática, autoridades se recusavam a emitir as carteiras.

O primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, assinou na terça-feira (3) uma resolução aprovada no fim de janeiro para esclarecer o Código de Trânsito, segundo a agência Ilna.

A medida determina que a polícia de trânsito ofereça treinamento prático às solicitantes, organize exame sob supervisão direta e emita carteiras para motocicletas às mulheres, informou a imprensa iraniana.

A decisão ocorre após uma onda de protestos contra o governo. A repressão deixou milhares de mortos.

Teerã reconhece mais de 3.000 mortes, mas afirma que a maioria era de integrantes das forças de segurança e transeuntes. ONGs contestam a versão e dizem que o número pode chegar a dezenas de milhares, com manifestantes mortos pela polícia.

Saina, de 33 anos, funcionária de uma agência de publicidade que usa motocicleta há seis meses, afirma que a mudança chega “tarde demais”.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, mulheres enfrentam restrições sociais. Elas devem cobrir os cabelos em público e usar roupas largas. Nos últimos anos, parte delas passou a desafiar as regras, e o número de mulheres pilotando motocicletas aumentou.

O movimento ganhou força após a morte sob custódia de Mahsa Amini, em 2022. A jovem havia sido presa por suposta violação do código de vestimenta. O caso provocou protestos em todo o país.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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