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Brasil registrou um estupro a cada 6 minutos em 2025; casos caem 11%

Saiu no site G1

 

Dados de 2025 contabilizados pelo Ministério da Justiça apontam mais de 83 mil vítimas, 11% a menos do que no ano anterior. Estados do Norte e Nordeste concentram as maiores taxas de vítimas.

O Brasil registrou mais de 83 mil casos de estupro e estupro de vulnerável em 2025, segundo dados informados por estados e Distrito Federal ao Ministério da Justiça. Isso representa uma média de 227 vítimas por dia ao longo do ano passado — o equivalente a aproximadamente 9 vítimas por hora ou um estupro a cada seis minutos no país.

O crime de estupro ocorre quando uma pessoa é obrigada a manter relação sexual ou a praticar atos sexuais contra a sua vontade, por meio de violência ou ameaça. Quando a vítima é menor de 14 anos, o crime é considerado estupro de vulnerável. O crime é regido pelo artigo 217 do código penal e a penalidade pode ser de 8 anos a 15 anos de prisão.

Os casos em que a vítima era menor de 14 anos representam mais de 70% do total de registros, somando 58.951 crianças e adolescentes. Na maior parte dos casos, as vítimas são meninas.

O número total de casos de estupro é 11% menor do que no ano anterior, quando foram informados 93.455 casos. Considerando somente os dados de estupros em que a vítima é menor de 14 anos, houve um aumento de 1% em relação ao ano de 2024.

Embora o número registrado tenha flutuado ao longo da década, a quantidade de vítimas aumentou 72% entre 2015 e 2025. No início da série histórica divulgada pelo Ministério da Justiça, em 2015, foram registrados 48.125 vítimas.

Quantidade de vítimas de estupro e estupro de vulnerável por ano

No Brasil, 227 pessoas foram vítimas de estupro por dia em 2025

A quantidade de vítimas também difere entre os estados. Em relação ao tamanho da população, Roraima (92,18), Mato Grosso do Sul (91,87) e Rondônia (90,76) lideram o ranking dos estados com maior incidência do crime por 100 mil habitantes. Na outra ponta, Ceará (20,60), Minas Gerais (25,47) e Pernambuco (25,42) aparecem com os menores índices do país.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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