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Mulheres denunciam terror em casa de acolhimento de pastor

Saiu no site OP9

 

Veja publicação original:  Mulheres denunciam terror em casa de acolhimento de pastor

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Crianças, adolescentes e adultas em situação de vulnerabilidade seriam colocadas acorrentadas dentro de um quarto escuro, sem comer e nem beber nada por três dias

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Doze mulheres, entre crianças, adolescentes e adultas, em situação de vulnerabilidade denunciaram nesta segunda-feira (14) uma rotina de terror dentro de uma casa de acolhimento clandestina em Engenho Novo, na Zona Rural do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. No local, as vítimas eram colocadas acorrentadas dentro de um quarto escuro, sem comer nem beber por cerca de três dias.

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Segundo o Conselho Tutelar da cidade, a violência não parava aí. Para impor medo a elas, em caso de desobediência de ordens, cobras seriam colocadas dentro da sala. A casa, que existia há cerca de seis meses, é administrada e custeada por um pastor do Igreja Ministério Pentecostal Encontro de Vasos. As mulheres chegaram até a instituição para tratar o vício em drogas, mas relatam momentos difíceis.

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De acordo com o presidente do Conselho Tutelar, Carlos Antônio, todas as mulheres queriam deixar a unidade de acolhimento irregular, mas eram impedidas. Além da violência física e psicológica, elas relataram uma situação precária, sem limpeza adequada. “Uma senhora disse que se internou lá para se curar, mas pedia a Deus todos os dias para sair de lá”, afirmou.

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O conselheiro disse ainda que irá pedir o fechamento da casa. Um fiscalização foi feita no local pelo conselho tutelar, após uma das famílias denunciar a situação. Segundo Carlos Antônio, a casa não tem nenhum registro de funcionamento na prefeitura.

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As crianças e adolescentes foram levadas para a delegacia do Cabo de Santo Agostinho em uma Van do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Elas serão submetidas a exames traumatológicos e, depois, prestarão depoimento. Após a oficialização da queixa, elas serão encaminhadas a uma casa de acolhimento regular. O caso será investigado pela delegada Natasha Dolci.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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