HOME

Home

Hamburgueria causa polêmica ao batizar de Maria da Penha lanche com ‘repOLHO roxo’

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Hamburgueria causa polêmica ao batizar de Maria da Penha lanche com ‘repOLHO roxo’

.

Comércio de Salto (SP) destacou ‘olho roxo’ no cardápio e, após repercussão nas redes sociais, pediu desculpas e trocou o nome do lanche.

.

Por Ana Beatriz Serafim

.

Uma hamburgueria de Salto (SP) causou polêmica nas redes sociais após lançar um sanduíche batizado de “Maria da Penha”.

.

O sanduíche leva repolho roxo como um dos principais ingredientes, e as palavras “olho roxo” foram destacadas para evidenciar o trocadilho com o nome do lanche, causando críticas dos internautas, que acusaram o restaurante de fazer apologia à violência contra a mulher.

.

Depois das críticas, a administração do estabelecimento mudou o nome do sanduíche para “Censurado” e depois para “Um lanche com repolho”.

.

.

Hamburgueria de Salto causou polêmica nas redes sociais — Foto: Rede social/Reprodução

Hamburgueria de Salto causou polêmica nas redes sociais — Foto: Rede social/Reprodução

.

G1 conversou com uma das jovens que fez uma postagem sobre o nome do lanche e que viralizou nas redes sociais. Michelle Duarte, de Itu (SP), ressalta a quantidade de mulheres que denunciam casos de violência doméstica.

.

“Primeiro, o dono colocou o nome de ‘Maria da Penha’ e, na descrição do lanche, coloca em caixa alta e com cores diferentes a expressão ‘olho roxo’, deixa nítido o que ele quis passar. É uma ligação muito forte e, ao mesmo tempo, ofensiva, depois que analisamos a quantidade de mulher que apanha todos os dias dentro de casa por motivos afins”, desabafa.

.

Após a repercussão, a hamburgueria publicou um pedido de desculpas em sua página nas redes sociais. No post, os responsáveis reconhecem o erro e ressaltam que não compactuam com qualquer tipo de violência.

.

G1 entrou em contato com a hamburgueria e o dono informou que só vai se posicionar pela nota que foi publicada nas redes sociais.

.

.

Hamburgueria publicou pedido de desculpas após batizar lanche com repolho roxo de 'Maria da Penha' — Foto: Rede social/Reprodução

Hamburgueria publicou pedido de desculpas após batizar lanche com repolho roxo de ‘Maria da Penha’ — Foto: Rede social/Reprodução

.

.

.

12 anos de lei

.

Em agosto deste ano, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou 12 anos. O texto descreve todas as formas de violência que existem contra as mulheres no Brasil.

.

A luta de uma farmacêutica cearense – agredida a ponto de ficar paraplégica depois de levar um tiro do marido – inspirou a criação da lei, que estabeleceu medidas de proteção para as mulheres vítimas de violência e punição rígida aos agressores.

.

A lei encorajou as vítimas a denunciarem os crimes, que muitas vezes ficavam silenciados entre quatro paredes e passaram a ser levados para as delegacias especializadas no atendimento à mulher.

.

Monitor da Violência do G1 levantou dados sobre violência contra a mulher no país. Segundo os números de 2017, em média 12 mulheres são assassinadas todos os dias. Foram contabilizados 4.473 homicídios dolosos, sendo 946 feminicídios, ou seja, casos de mulheres mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME