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Campanha ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ tem ações em Santarém

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Campanha ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ tem ações em Santarém

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A mobilização ocorre até o dia 10 de dezembro, com rodas de conversa, audiências, mesa redonda e blitz.

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A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” reúne várias ações desenvolvidas a partir desta segunda-feira (26) até o dia 10 de dezembro em Santarém, no oeste do Pará.

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Durante o período, haverá rodas de conversa com mulheres, homens e famílias nas comunidades das regiões de rios e planalto, audiências no Fórum de Justiça da cidade, mesa redonda e blitz de conscientização.

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A campanha é promovida anualmente pela Organização das Nações Unidas (ONU). Este ano destaca o tema “Pinte o Mundo de Laranja: #MeEscuteTambém”.

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O objetivo é alertar sobre a necessidades de ouvir e acreditar nas vítimas sobreviventes e, principalmente, colocar fim à cultura do silêncio que impede a quebra do ciclo de atos violentos e abusivos.

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Para a coordenadora do Centro de Referência Maria do Pará, Diane Castro, muitas mulheres ainda resistem em denunciar seus agressores. Isso porque, segundo Diane, elas são ameaçadas. Os casos registrados são preocupantes e provocam tristeza.

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“O índice de violência contra a mulher é alarmante. As mulheres estão sendo mutiladas, agredidas, abaladas psicologicamente, abusadas sexualmente por homens que deveriam protegê-las, amá-las, cuidar de suas mulheres”, destacou.

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Ações confirmadas

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26/12 – Blitz de conscientização
06/12 – Roda de Conversa na Hidroviária de Santarém
13/12 – Mesa Redonda na OAB de Santarém
14/12 – Roda de conversa na comunidade Perema

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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