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Militar brasileira recebe prêmio da ONU por defender igualdade de gênero

Saiu no site CNJ

 

Veja publicação original:   Militar brasileira recebe prêmio da ONU por defender igualdade de gênero

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Assessora militar de gênero na MINUSCA desde abril de 2018, Marcia Braga colaborou para construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares da missão, promovendo equipes formadas tanto por homens como por mulheres para conduzir patrulhas pelo país

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A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), receberá o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU na sexta-feira (29), em Nova Iorque.

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Trabalhando como assessora militar de gênero na MINUSCA desde abril de 2018, Marcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares da missão, promovendo equipes formadas tanto por homens como por mulheres para conduzir patrulhas pelo país.

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Essas “equipes de engajamento” conseguiram reunir informações importantes para ajudar a missão a entender as necessidades de proteção de homens, mulheres, meninos e meninas. Leia entrevista concedida ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

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Militar brasileira recebe prêmio da ONU por defender igualdade de gênero/noticias

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A capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, membro da Missão de Paz das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), receberá o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU na sexta-feira (29), em Nova Iorque.

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O prêmio será entregue pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, durante a Conferência Ministerial de Forças de Paz.

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Criada em 2016, a homenagem reconhece a dedicação e os esforços de membros das forças de paz na promoção dos princípios da Resolução 1325 do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.

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Trabalhando como assessora militar de gênero na MINUSCA desde abril de 2018, Marcia ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões de gênero dentro das unidades militares da missão, promovendo equipes formadas tanto por homens como por mulheres para conduzir patrulhas pelo país.

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Essas “equipes de engajamento” conseguiram reunir informações importantes para ajudar a missão a entender as necessidades de proteção de homens, mulheres, meninos e meninas.

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Também ajudaram a desenvolver projetos que apoiam comunidades vulneráveis, como a instalação de bombas de água perto de vilarejos, sistemas de energia solar e o desenvolvimento de jardins comunitários para que mulheres não tivessem que viajar longas distâncias para colher alimentos.

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Ex-professora, Marcia ajudou a treinar e conscientizar colegas sobre questões de gênero. “Meu trabalho é basicamente entender como o conflito está afetando diferentes grupos, mulheres, homens, meninos e meninas. (…) Conflitos afetam de diferentes maneiras cada um desses grupos”, disse em entrevista ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

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“Por ser também ligada à parte de gênero, eu também tenho uma preocupação muito grande em ampliar a participação militar feminina”, declarou.

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A maior participação de mulheres nas forças de paz, segundo Marcia, é essencial para aumentar o engajamento com as comunidades locais. Esta interação facilita que sejam feitas denúncias de casos de violência e abuso sexual, por exemplo, à medida que há maior abertura para o diálogo.

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“Os comandantes estão entendendo a importância do trabalho das mulheres militares no terreno e como isso é importante para o sucesso das operações”, afirmou.

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Atualmente, apenas 3% dos quase 12 mil militares da MINUSCA são mulheres. Na opinião da capitão de corveta brasileira, os estereótipos de gênero contribuem para que haja resistência à maior participação delas nas operações.

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“Existe uma preocupação em achar que algo pode acontecer com a mulher (…); por conta dos estereótipos de acordo com o gênero, já que seria uma atividade pesada, que não seria adequada para uma mulher”, afirmou. “É uma questão que a gente vai trabalhando aos poucos e as pessoas vão vendo que não tem diferença”.

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Segundo o subsecretário-geral para o Departamento de Operações de Paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, a brasileira é um “exemplo estelar do motivo pelo qual precisamos de mais mulheres em operações de paz: as missões funcionam de forma eficaz quando mulheres desempenham papéis significativos e quando mulheres nas comunidades anfitriãs são diretamente engajadas”.

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Dizendo-se honrada em receber o prêmio, Marcia também vê a cerimônia como uma oportunidade de chamar a atenção para a situação na República Centro-Africana.

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O governo da República Centro-Africana e grupos armados assinaram um acordo de paz em 6 de fevereiro como resultado de um longo processo de diálogo. Desde que o conflito começou, em 2012, devido aos combates entre a maioria cristã da milícia anti-Balaka e a principal coalizão rebelde muçulmana do Séléka, milhares de civis foram mortos e duas em cada três pessoas na pequena nação africana se tornaram dependentes de assistência humanitária.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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