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Perguntamos para as ilustradoras feministas mais incesadas do momento: “O que você deseja para a mulher em 2019?

SAIU NO SITE  MARIE CLAIRE

 

Veja a publicação original:   Perguntamos para as ilustradoras feministas mais incesadas do momento: “O que você deseja para a mulher em 2019?

 

Elas são feministas, engajadas e comprometidas em representar o que é ser mulher no Brasil. Convidamos seis ilustradoras para refletir sobre
o ano que passou e responder à pergunta:
o que você deseja para as mulheres em 2019?

 

Ilustração de Larissa Santos Rocha (Foto: Divulgação)

Larissa Santos Rocha
@lollyndona
A morte de Marielle Franco, em março de 2018, foi o momento mais difícil do ano para a ilustradora carioca Larissa Santos Rocha, 25. “Fiquei muito triste e assustada. Foi uma questão de identificação, de me ver ali naquela pessoa que estava morrendo por defender direitos de pessoas como eu. Mas isso nos dá força para continuar.”

A imagem da vereadora virou até inspiração para parte de seu trabalho, que é sempre autobiográfico e frequentemente evoca personagens femininas, o subúrbio carioca e sua vida pessoal.

O que quer para as mulheres em 2019: “Autoconhecimento. Quando a gente se conhece, fica mais fácil lidar com o mundo e o que ele joga na nossa cara”.

Fernanda Guedes (Foto: Divulgação)
Ilustração de Fernanda Guedes (Foto: Divulgação)

Fernanda Guedes
@ladyguedes

Sobrinha da primeira mulher a trabalhar com ilustração no Brasil, Fernanda Guedes, 54, desenha desde que se entende por gente. “Trabalhei com publicidade, mas comecei a me preocupar com o tipo de mensagem preconceituosa que as imagens que eu fazia estavam perpetuando.” Hoje com um trabalho 100% autoral, a ilustradora se divide entre um projeto de reconexão com o feminino indígena e as “buceladies”, personagens bem-humoradas que imitam a genitália feminina. “É a minha resposta à mamadeira de piroca”, ri.
O que quer para as mulheres em 2019: “Força. Porque 2019, 2020 e 2021 não vão ser fáceis. Já descobrimos uma força que não sabíamos que tínhamos, mas é preciso mais”.

Priscila Barbosa (Foto: Divulgação)
Ilustração de Priscila Barbosa (Foto: Divulgação)

Priscila Barbosa 

@priii_barbosa

No ano passado, Priscila Barbosa, 28, decidiu transformar discurso em ação: a ilustradora paulistana revelou a identidade de um dos homens que assediaram uma torcedora russa na Copa do Mundo, seu antigo colega de escola, em seu perfil no Instagram. “Me perguntei o que estava fazendo pelas mulheres”, conta. Inspirada por temas que envolvem sororidade e anatomia feminina, seu trabalho é um reflexo dos estudos feministas que tem feito na PUC-SP. “É algo que me trouxe amor-próprio e muito mais poder”, diz.
O que quer para as mulheres em 2019: “Crescer coletivamente. Que nós mulheres cada vez
mais extrapolemos, juntas, os papéis e os espaços que nos são colocados pela sociedade”.

Raquel Thomé (Foto: Divulgação)
Ilustração de Raquel Thomé (Foto: Divulgação)

Raquel Thomé
@raquelthome

O trabalho de arteterapia feito apenas com mulheres inspirou Raquel Thomé, 34, a retratar o feminino em delicadas aquarelas e desenhos digitais que exploram o corpo e o universo femininos. “Queria representar contextos que se repetiam na vida das pacientes e ajudá-las a trabalhar suas dores e traumas através do desenho”, conta ela. “Percebi que mesmo diferentes podemos ter vivências muito parecidas”.
O que quer para as mulheres em 2019: “Menos solidão. É uma fala recorrente entre as mulheres que acompanho. Nós somos ensinadas a nos calar, e, sem representação de discurso, acabamos nos sentindo mais sozinhas do que nunca. Ter espaço de fala nos dá liberdade e é uma forma de nos unirmos”.

Thereza Nardelli (Foto: Divulgação)
Ilustração de Thereza Nardelli (Foto: Divulgação)

Thereza Nardelli 

@zangadas_tatu

Foi das mãos da tatuadora mineira Thereza Nardelli, 30, durante um intervalo de aula na faculdade, que saiu o desenho que tomou as redes sociais na época das eleições. A imagem de duas mãos que se seguram com a frase: “Ninguém solta a mão de ninguém”, uma fala de sua mãe, Leda Maria, foi compartilhada por Pabllo Vittar, Bruna Marquezine e milhares de usuários. “Esse desenho já não é mais meu. São as pessoas que o compartilham que constroem seu sentido. Depois de um ano tão turbulento, achei a frase linda e senti que era o que tinha de ser dito”, conta.
O que quer para as mulheres em 2019: “Que sejamos atentas e fortes, e que a gente possa continuar levando uma a outra. Que exista união e resistência”.

Verena Smit (Foto: Mariana Marão)
Ilustração de Verena Smit (Foto: Divulgação)

Verena Smit 

@verenasmit

Você provavelmente já viu uma das poesias visuais de Verena na sua timeline do Instagram. Com 109 mil seguidores, foi na plataforma, aliás, que a artista paulistana começou a divulgar seu trabalho, como um diário pessoal. Um trocadilho com as palavras forgive
e forget trouxe milhares de fãs e rendeu até uma longeva parceria com a Gucci. “Meu trabalho é um reflexo do que estou vendo. Ser mulher no século 21 requer união. Por ter um canal com grande alcance me sinto responsável por levar algo que agregue e nos una”, conta.
O que quer para as mulheres em 2019:  “Paz. Não no sentido de não violência, mas de tranquilidade, que nós mulheres não tenhamos de lutar para sermos ouvidas, que isso aconteça naturalmente”.

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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