HOME

Home

7 apps que ajudam demais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Saiu no site M DE MULHER

 

Veja publicação original:  7 apps que ajudam demais no combate à violência contra a mulher no Brasil

.

Aplicativos disponibilizam informação e apoio de especialistas e permitem a formação de redes de apoio e a chamada imediata da polícia em emergências.

.

Por Raquel Drehmer

.

Ocupando um vergonhoso quinto lugar no ranking de feminicídios no mundo, o Brasil ainda tem muito a melhorar, tanto em cultura quanto em políticas públicas, no acolhimento de mulheres que sofrem violência doméstica e mesmo na informação para que elas saibam que estão passando por algo que não é normal – muitas mulheres, infelizmente, ainda confundem violência com “ciúmes naturais de quem ama”.

.

Diante dessa realidade, diversas iniciativas vêm colocando apps gratuitos em funcionamento para ajudar as mulheres que estejam em uma situação vulnerável e tenham acesso a um smartphone – o que não é difícil, uma vez que um estudo de 2018 da FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou que há 220 milhões de celulares em funcionamento no Brasil, que conta com pouco menos de 210 milhões de habitantes.

.

Com a ajuda dos especialistas em tecnologia Laura Barros e Bruno Ducatti, selecionamos sete aplicativos que auxiliam a denunciar casos de agressão, oferecem redes de apoio e instruem as vítimas a procurar amparo legal.

.

Não hesite em instalá-los ou em indicá-los para amigas caso sinta necessidade, ok? Procurar ajuda não é vergonha nenhuma e salva vidas!

.

.

Bem Querer Mulher

Apps violência doméstica Bem Querer Mulher

 (Reprodução/Reprodução)

O app facilita o atendimento da vítima de violência doméstica e de gênero por meio de uma busca de serviços de apoio à vítima por tipo de necessidade e região (por enquanto, apenas em São Paulo) ou do contato com agentes Bem Querer Mulher capacitadas para falar com a vítima. Também tem um guia de tipos de violência contra a mulher e um botão que faz ligação direta para o 180 para pedir socorro em caso de emergência.

.

Uma função bem legal do aplicativo é um espaço para contar sua história, o que integra a usuária a uma rede de apoio importantíssima neste momento delicado da vida.

.

.

Salve Maria

Apps violência doméstica Salve Maria

 (Reprodução/Reprodução)

Permite o envio de denúncias anônimas de qualquer pessoa. Elas são recebidas através de um canal seguro e analisadas por um servidor público que dará continuidade à tomada de providências para o caso. Também tem um botão do pânico, que a mulher pode acionar pra chamar a polícia no momento em que estiver em perigo ou em situação de ameaça imediata.

.

Inicialmente, existia apenas o serviço do Governo do Estado do Piauí com este nome, mas agora ele começa a se replicar espontaneamente e também está disponível, embora com configuração um pouco diferente, na cidade de Uberlândia (MG).

.

.

Apoio Vítima

Apps violência doméstica Apoio Vítima

 (Reprodução/Reprodução)

Por meio de um questionário simples, o app ajuda a mulher a perceber se está sendo vítima de violência de gênero. Isso é muito importante, porque às vezes a agressão é psicológica, sutil, e demora para ser percebida.

.

Foi desenvolvido pela Mulher Século XXI – Associação de Desenvolvimento e Apoio às Mulheres, uma ONG portuguesa de direitos das mulheres focada em violência de gênero e violência doméstica.

.

.

PenhaS

Apps violência doméstica PenhaS

 (Reprodução/Reprodução)

É dividido em três áreas. A primeira traz informações, quiz e um mapa de pontos de apoio. Na segunda há um chat secreto em que todas as mulheres podem conversar, desabafar e se sentir acolhidas por uma rede de apoio. A terceira é aquela em que a usuária pode criar uma rede de proteção (adicionando contatos de amigas e familiares que serão acionadas em caso de emergência), gravar agressões e ligar direto para a polícia.

.

.

Rede AMVV

Apps violência doméstica Rede AMVV

 (Reprodução/Reprodução)

A Rede de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência é um esforço conjunto de profissionais de todo o Brasil para dar apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade física e psicológica. No app é possível denunciar uma agressão, encontrar o caminho até uma advogada, uma delegacia, ou uma casa abrigo – tudo muito acolhedor, humano e voluntário. Além disso, há uma lista de equipamentos médicos especializados em saúde da mulher.

.

.

Juntas – Uma rede de proteção e empoderamento

Apps violência doméstica Juntas

 (Reprodução/Reprodução)

O objetivo principal deste app é criar uma rede de proteção de mulheres. Você pode cadastrar amigas e familiares, ser adicionada por elas, personalizar um modo de mandar um alarme de emergência para seus contatos armazenados, disponibilizar o rastreamento de sua localização e, como bônus, acessar um portal com informações riquíssimas sobre tudo que diga respeito à integridade da mulher.

.

.

Rede Mete a Colher

Apps violência doméstica Mete a Colher

 (Reprodução/Reprodução)

App da rede colaborativa que auxilia mulheres que viveram violência doméstica conectando-as diretamente a voluntárias que podem ajudá-las. São três categorias de ajuda: apoio emocional (para desabafar, escutar conselhos e encontrar forças para romper um ciclo violento de relacionamento), orientação jurídica (para tirar dúvidas sobre leis, procedimentos para fazer denúncias) e inserção no mercado de trabalho (para ajudar mulheres que precisam se livrar da dependência financeira dos parceiros). Tem também um chat para conversar com quem está passando ou passou pelo mesmo tipo de situação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

Categorias

HOME