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10 países seguros para mulheres que querem viajar sozinhas

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Veja publicação original: 10 países seguros para mulheres que querem viajar sozinhas

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Por Léo Marques

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Diversos rankings e estudos se propõem a determinar quais destinos são os mais seguros para as viajantes solo. E é bom se certificar, pois os índices sobre violência contra mulher variam a cada ano, ainda mais quando envolvem países em processo de igualdade de gênero.

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É o caso de Dinamarca, Finlândia e Suécia, que, embora estejam no topo em avanços sociais, são alguns dos que mais sofrem retaliações machistas e lideram em abusos sexuais na Europa. Por isso, não entraram na lista a seguir, de países muito mais tranquilos e receptivos para mulheres.

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Islândia

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 Imagem: Divulgação

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De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a Islândia é um dos países mais amigáveis para turistas do sexo feminino. Por lá, a igualdade entre homens e mulheres está quase plena, mas sem retaliações machistas, pois os casos de agressão sexual, assédio, estupro e feminicídio registrados são praticamente nulos. Uma boa notícia, caso a ideia seja desbravar sozinha, por exemplo, regiões naturais, como praias e montanhas.

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Malta

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Em 2018, a Global Market Research Group, agência norte-americana que publica classificações e análises de opinião pública, divulgou uma lista dos países mais seguros para mulheres. O resultado, obtido de comparações entre índices de violência globais, destaca que Malta, um arquipélago paradisíaco ao sul do Mediterrâneo, é um dos países menos hostis para mulheres.

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Austrália

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Os australianos também têm o que comemorar, não só em relação à igualdade de gênero, mas em se tratando de direitos humanos. De acordo com o relatório divulgado pela Global Market Research Groupo país é o que mais respeita as mulheres no mundo. Em cidades grandes, como Sidney e Melbourne, abusos e crimes motivados pelo machismo são raros. O cuidado maior é com os animais selvagens do país, que é muito visado por amantes da natureza.

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Canadá

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De acordo com o último Índice Global da Paz, esse país é o sexto mais seguro do mundo, em especial para as mulheres, e o primeiro entre todos os países das Américas. Entre suas cidades mais visitadas e que acolhem a diversidade estão Toronto, Quebec e Montreal. Já para quem curte roteiros naturais, as Cataratas do Niágara e o Parque Nacional Banff são imperdíveis.

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Polônia

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É de surpreender, mas a Polônia é mais segura para mulheres do que Itália e Inglaterra. A constatação é do grupo de pesquisa de mercado global New World Wealth e da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), que compararam estáticas de crimes contra mulheres entre diversos países. A capital do país, Varsóvia, além de reduto de ativistas feministas, é rica em castelos, museus, parques e até prédios modernos.

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Nova Zelândia

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Também presente na lista do Índice Global da Paz, o país apresenta quase nenhum registro de ataque ou assédio a mulheres. As ameaças mais comuns são mesmo os acidentes de estrada e afogamentos, uma vez que a região é repleta de carros, ciclistas e praias. Porém, nada para se preocupar tanto, pois até mesmo esses índices são baixos comparados aos de outras regiões.

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Áustria

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Não bastasse ser conhecida por seus vilarejos tranquilos circundados pelos Alpes, a região, que também é famosa por seus museus, suas belas construções imponentes e arquitetura, é segura para mulheres. O país está classificado entre os primeiros na seção de segurança do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo, do Fórum Econômico Mundial.

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Suíça

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O senso de independência feminina é muito valorizado nesse país, que, de acordo com o ranking geral da agência norte-americana de análises e classificações US News & World Report, marca nove pontos numa escala até dez, a favor delas. Em 2018 foi considerado o melhor lugar do mundo para estrangeiros viverem. Como destino turístico também surpreende pela segurança, cumprimento das leis e pelas cidades charmosas e superacolhedoras.

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Portugal

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Destaca-se no último indicador do Instituto Europeu de Igualdade de Gênero por obter uma boa pontuação no quesito violência contra mulher. A escala vai de um a cem, quanto mais baixa, melhor. A média da União Europeia é 27,5 e Portugal detém 24,5 pontos. Ainda há muito que mudar, mas é o quarto melhor país da lista europeia e também o quarto mais pacífico do mundo. A capital Lisboa é segura à noite e oferece atrações para todos os perfis.

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Croácia

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Durante a Copa do Mundo 2018, o país chamou a atenção do mundo não só por ser finalista, mas também por empregar mais mulheres do que homens no futebol. Reflexo da sociedade croata, que é avançada na questão da valorização da mulher. Segundo o Instituto Europeu de Igualdade de Gênero, no relatório contra violência feminina, a Croácia é o terceiro país de seu continente que obteve a melhor pontuação: 23,2. A Polônia é o primeiro, com 22,1.

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Fontes: weforum.org; gmrg.com; visionofhumanity.org; newworldwealth.com; fra.europa.eu/pt; usnews.com; europa.eu/european-union/about-eu/agencies/eige_pt

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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