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Thiago Brennand é alvo de novas denúncias de estupro contra duas mulheres estrangeiras

Saiu no Estadão

O empresário Thiago Brennand é alvo de novas denúncias de estupro, cárcere privado, agressções físicas e abuso psicológico contra duas mulheres europeias. Ele já é réu em nove processos e está há dois meses preso pela Polícia Federal.

Os casos teriam acontecido entre 2015 e 2018, quando ambas as vítimas conheceram Brennand na Europa e depois vieram morar com ele em São Paulo. Segundo as vítimas contaram ao Fantástico, da TV Globo, elas eram constantemente vigiadas, proibidas de saírem sozinhas e impedidas de manter contato com amigos ou familiares.

Ambas acusam Brennand de agressões sexuais, físicas e psicológicas, além de terem sido forçadas a tatuarem a assinatura e o brasão da família do empresário, que segundo elas considerava o ato uma forma de “marcar território”. Uma das mulheres também afirma que ele se gabava da prática e mantinha uma pasta com fotos de outras vítimas “carimbadas”, como dizia, além de obrigá-la a mostrar a tatuagem para outras pessoas.

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“Quando fui infectada pelo Jean, ele não adoeceu somente a mim, ele adoeceu uma família inteira. Há um luto, ele atingiu todas as pessoas que me amam e estão ao meu lado”, complementa. A denúncia do MP-RO contra Jean aponta que ele tem conhecimento do próprio diagnóstico há cerca de 10 anos e optou por não aderir ao tratamento antirretroviral. A hipótese é que o homem não quis se tratar justamente para transmitir o vírus às pessoas com quem se relacionava. 🔎 O tratamento feito corretamente mantém a carga viral indetectável e impede a transmissão. Denúncias e condenação Em busca de assistência e justiça, Maria compareceu ao Navit no dia 28 de maio. O espaço, que funciona na sede do Ministério Público de Rondônia, é estruturado para oferecer um ambiente de acolhimento especializado, sigiloso e humanizado para vítimas de violência. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamais ele terá impunidade”, afirma Maria sobre a decisão de buscar as autoridades. Os relatos da vítima foram fundamentais para a prisão de Jean no dia 10 de junho. Segundo o MP-RO, o pedido foi feito porque ficou evidente que, mesmo respondendo à primeira ação penal, o homem continuava se relacionando com outras mulheres e transmitindo o vírus.

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