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“Sua vida não é uma frase de efeito”: Vivi Duarte dá dicas para “chegar lá” respeitando o seu tempo e espaço

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE

 

Veja publicação original:  “Sua vida não é uma frase de efeito”: Vivi Duarte dá dicas para “chegar lá” respeitando o seu tempo e espaço

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A colunista Viviane Duarte dá o caminho das pedras para quem quer empreender. Tome nota!

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Por Viviane Duarte

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A gente sempre ouve frases de efeito como: “Seja protagonista! Tenha um plano! Faça acontecer! Conquiste seus sonhos!”. Mas a gente nunca ouve sobre o que é preciso deixar pra trás para se tornar a mulher que desejamos ser. Já percebeu isso? Eu tô falando, amores, que para ganhar algo, a gente precisa perder alguma coisa, abandonar algo e isso pode não estar nos seus planos.

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Para viver a frase: “Seja quem você quiser ser”, cada pessoa parte de um ponto de largada diferente da outra, dependendo de seus privilégios. E você precisa pensar nisso antes de sair por aí no modus operandi mulher-realizadora-multitarefa-faz-tudo-e-dá-conta-de-tudo.

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Quando eu comecei a empreender, há nove anos, eu tinha 31 e a cabeça cheia de planos. Eu sabia que queria ter um negócio de sucesso e que nunca encontraria o que desejava para minha vida profissional dentro de uma outra empresa, pois queria ter a minha própria. Comecei a seguir vários empreendedores, observar suas rotinas e me inspirar. Frases de efeito, empreendedores de palco dando um show de oratória e motivação, e a vontade de um dia ser igual a eles.

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Em 2010, ainda não tínhamos muitas mulheres nos palcos de eventos de negócios e o que eu mais via eram homens brancos, hétero e privilegiados contando como foram suas trajetórias desde que terminaram os estudos numa universidade renomada, fizeram seus mochilões pela Europa e decidiram abrir suas Startup’s, acelerando seus negócios com investidores de São Francisco. Socorro! Eu sabia que minha realidade era totalmente contrária à de cada um ali e isso me intimidava, me deixava pistola.

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Me irritava. Me motivava. Formada em faculdade de segunda linha, pós-graduada em uma universidade bacana, mas ainda sem a metade dos privilégios dos caras e das poucas mulheres que eu via nos palcos e revistas de negócios da época, o que me restava era mais do que acreditar no meu potencial. Eu sabia que era boa no que fazia, a questão era que eu precisava de grana e de que as pessoas me conhecessem e conhecessem o meu negócio.

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Comecei então a fazer meu plano e descobri que, para ser o que eu quisesse, a conta ia ser bem cara: menos tempo pra mim e muito, mas MUITO tempo para o trabalho. Eu trabalhava 13 horas por dia. Precisei tirar da mala o tempo que tinha para amigos e lazer. Parei de comprar roupas e bolsas. Parei de viajar. Segurei tudo o que podia para sobreviver aos primeiros anos difíceis do meu negócio. Eu era uma mulher balzaquiana cheia de planos e sem nenhuma herança ou PAItrocínio e precisava sobreviver a isso.

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Então, toda vez que ouvia frases de efeito de pessoas que não faziam ideia do que era não ter dinheiro da passagem do ônibus quando se é uma adolescente cheia de planos e vontade de explorar o mundo, sentia calafrios e estes calafrios me incentivaram a chegar onde eu queria e ter voz para contar para todo mundo: empreender é mais que palestras e frases de efeito – o show acontece nos bastidores. E é lá, amores, nos bastidores da vida que você vai precisar ter sangue frio e calcular cada passo para saber o que levar na mala e o que deixar pra trás para se tornar a mulher que você deseja ser. Sem alienações, mas valorizando o que você tem nas mãos. Então, com base nesses anos realizando com o que tenho nas mãos, preparei 3 dicas para te ajudar a não cair em frases de efeito e focar em você, respeitando seu tempo e sua história.

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QUEM É VOCÊ NA FILA DO PÃO?

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Você pode se inspirar com mulheres que falam sobre protagonismo e liderança, mas precisa entender que sua vida e sua história podem ser bem diferentes, porque ninguém é igual a ninguém. Entenda quem é você e quais suas reais intenções e condições para realizar seus planos. Nunca faça nada no impulso, respeite e cuide de sua jornada.

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DO QUE VOCÊ ESTÁ DISPOSTA ABRIR MÃO?

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Para realizar um plano, seja na vida profissional ou pessoal, é preciso organização e disciplina. Muitas vezes, para conquistar algo, temos que abrir mão de outras coisas que não fazem mais tanto sentido, ou até fazem, mas precisam ser adiadas por um tempo ou até mesmo sacrificadas – você decide.

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ATÉ ONDE VOCÊ ESTÁ DISPOSTA A CHEGAR?

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Saber até onde está disposta a chegar fará toda diferença em sua jornada. Porque você saberá exatamente o tamanho do seu sonho e conquista e se sentirá vencedora quando tiver conquistado. Depois disso pode ter uma meta ou sonho mais audacioso, mas saber até onde está disposta a chegar vai te ajudar a se sentir potente na medida certa. Sem sonhos mirabolantes e inspirações fora do seu alcance, que só te levarão a frustração.

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Então, bora trabalhar com a realidade e nos preparar para sermos a mulher que queremos ser. A melhor versão de nós mesmas! Estamos juntas, mas a motorista da vez em sua jornada é você. Toca pra frente e divirta-se durante a jornada!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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