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Quadro de arbitragem da Eurocopa não conta com mulheres

Saiu no site METROPÓLES

 

Dos 89 oficiais de arbitragem que integram o quadro de árbitros da Eurocopa, nenhum nome é feminino. Já a Copa América tem árbitras

 

 

Maior competição entre seleções da Europa, a Eurocopa chamou atenção negativamente por um detalhe no seu quadro de arbitragem. A lista de 89 oficiais convocados para apitar as partidas da competição não conta com nenhuma mulher.

 

 

Ao todo, 51 jogos acontecerão até que o campeão da Eurocopa seja definido e a arbitragem de todas estas partida será 100% masculina. O quadro de oficiais da competição conta com 89 nomes entre árbitros, assistentes e VAR.

 

 

A Eurocopa é a primeira edição recente de uma competição internacional a não ter mulheres no seu quadro de árbitros. As últimas competições realizadas na temporada, como Mundial de Clubes e Uefa Champions League, contaram com a presença de nomes femininos como oficiais de partidas.

 

Em protesto a ausência de mulheres na lista de arbitragem da Euro, a Federação Francesa de Arbitragem fez uma reclamação formal em relação ao caso e lembrou do nome de Stéphanie Frappart, árbitra francesa que possui experiências internacionais e apitou jogos na Copa do Mundo de 2022.

Do outro lado do Oceano Atlântico, a Copa América também está em andamento e conta com 8 mulheres no quadro de 101 oficiais de arbitragem convocados para trabalhar na competição. Representantes brasileiras no torneio, a árbitra Edna Alves Batista e a assistente Neuza Back integram a lista de oficiais.

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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