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Oscar 2019 bate recorde com maior número de prêmios para profissionais negros e para mulheres

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:   Oscar 2019 bate recorde com maior número de prêmios para profissionais negros e para mulheres

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Cerimônia do Oscar consagrou ‘Green Book: O Guia’, ‘Roma’ e ‘Bohemian Rhapsody’ neste domingo (24), em Los Angeles.

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A cerimônia do Oscar consagrou “Green Book: O Guia”, “Roma” e “Bohemian Rhapsody”neste domingo (24), em Los Angeles.

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Mas a noite foi importante pelo recorde de maior número de prêmios para profissionais negros (7 estatuetas) e para mulheres (15) em toda história da premiação.

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Em 2016, cinco negros levaram o Oscar. As melhores marcas anteriores das mulheres eram de 2007 e 2015, com 12 estatuetas em cada ano.

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Veja responsáveis pelo recorde dos negros:

  • Regina King (Atriz Coadjuvante, “Se a rua Beale falasse”)
  • Mahershala Ali (Ator Coadjuvante, “Green Book: O Guia”)
  • Spike Lee (Roteiro adaptado, “Infiltrado na Klan”)
  • Kevin Willmott (Roteiro adaptado, “Infiltrado na Klan”)
  • Hannah Beachler (Direção de arte, “Pantera Negra”)
  • Ruth Carter (Figurino, “Pantera Negra”)
  • Peter Ramsey (Animação, “Homem-Aranha no Aranhaverso”)

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Veja responsáveis pelo recorde das mulheres:

  • Ruth Carter, figurino por “Pantera Negra”
  • Elizabeth Chai Vasarhelyi e Shannon Dill, documentário por “Free Solo”
  • Rayka Zehtabchi e Melissa Berton, documentário curta-metragem por “Absorvendo Tabu”
  • Kate Biscoe e Patricia DeHaney, maquiagem por “Vice”
  • Hannah Beachler, direção de arte por “Pantera Negra”)
  • Domee Shi eBecky Neiman-Cobb, curta de animação por “Bao”
  • Jaime Ray Newman, curta por “Skin”
  • Nina Hartstone, edição de som por “Bohemian Rhapsody”
  • Lady Gaga, canção original por “Shallow” de “Nasce uma estrela”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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