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Metade das vítimas de violência doméstica não quer acompanhamento da Patrulha Maria da Penha

Saiu no site FOLHA DO MATE

Veja publicação no site original:  Metade das vítimas de violência doméstica não quer acompanhamento da Patrulha Maria da Penha

 

Levantamento trimestral feito pela Brigada Militar de Venâncio Aires revela que quase a metade das vítimas de violência doméstica não quer o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha (PMP). Segundo os dados da 3ª Companhia, foram deferidas 101 medidas protetivas da Lei Maria da Penha, sendo que 49 mulheres negaram o atendimento da Patrulha.

 

Isso quer dizer que 48,51% das vítimas que denunciou o acusado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) prefere seguir a vida sem o acompanhamento dos integrantes da PMP. “Não por que não querem o acompanhamento da Patrulha, mas nos relatam que os companheiros estão respeitando as medidas deferidas”, explicam as integrantes da Patrulha. Mesmo sem o acompanhamento, as vítimas seguem com a medidas protetivas ativas

Outro dado preocupante é que 13,86 das vítimas não foram localizadas.

De acordo com a capitão Michele da Silva Vargas, a atividade de acompanhamento das vítimas de ocorrência de violência doméstica resulta em uma maior sensação de segurança para as vítimas. No trimestre analisado, observa a comandante da 3ª Cia, 58  mulheres receberam algum tipo de ameaça em Venâncio Aires e outras 28 foram agredidas por seus companheiros.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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