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Denúncias de violência contra a mulher caíram 23% em BH durante a pandemia

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

Veja publicação no site original:  Denúncias de violência contra a mulher caíram 23% em BH durante a pandemia

 

Em Minas, a redução de ocorrências foi de 13,18%; distanciamento social pode ter reduzido procura às delegacias, diz Polícia Civil

O mês de março apresentou queda no volume de queixas de violência contra a mulher na capital mineira e em Minas, em relação ao mesmo período do ano passado. A constatação é da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Dados divulgados pela corporação nesta quarta-feira (8) mostram redução de 23% nas ocorrências registradas em BH – 1275 em março de 2020, ante 1663 no mesmo intervalo de 2019. No estado, a variação foi de 13,18% – 11.774 do último mês contra 13.561 de março de 2019.
Os números vão na contramão das estatísticas divulgadas em 2 de abril pelo Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos. De acordo com o órgão, a quantidade de denúncias recebidas pela Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 nos últimos 30 dias aumentou 9% na comparação com março de 2019.

Cenário em análise

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta (8), a delegada Elenice Batista, da Divisão Especializada em Atendimento à Mulher, ao Idoso, à Pessoa com Deficiência e Vítimas de Intolerância (Demid), afirmou que a Polícia Civil ainda analisa as variáveis que explicam esse cenário, assim como o impacto do isolamento social imposto pelo surto global de coronavírus no contexto da violência doméstica e familiar.
A delegada Isabela Franca ressaltou que as unidades da PCMG não tiveram o funcionamento afetado em razão da pandemia. A novidade é que, para evitar aglomerações, os atendimentos podem ser agendados pelos telefones (31) 3330-5752 e (31) 3330-5715 . “Para casos urgentes, claro, a orientação continua sendo procurar as autoridades de imediato”, lembra a delegada.

Outra ferramenta de proteção à mulher disponível é o aplicativo MG Mulher, que reúne endereços e números dos equipamentos mais próximos da localização da pessoa em situação de emergência, como postos da Polícia Militar e Centros de Prevenção à Criminalidade, por exemplo.

O app permite ainda que a vítima possa criar uma rede colaborativa de contatos confiáveis para acionar de forma rápida, caso se sinta ameaçada.

Como pedir ajuda ou denunciar

Telefone
Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência: 180
Polícia Civil de Minas Gerais: (31) 3330-5752 e (31) 3330-5715
Aplicativo
MG Mulher – disponível gratuitamente para smartphones com sistema Android ou da Apple
….

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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