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Julgamento administrativo de tenente-coronel acusado de feminicídio é retomado em SP

Saiu no site GLOBO

Processo na Polícia Militar pode resultar na expulsão de Geraldo Leite Rosa Neto; novas testemunhas serão ouvidas nesta semana

O julgamento administrativo do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, será retomado nesta segunda-feira (11), com o depoimento de amigas da policial. O processo pode resultar na expulsão do oficial da corporação e começou no mês passado.

 

A polícia ouve nesta manhã o depoimento de uma soldado que trabalhava com Gisele. Em seguida, será ouvido o primeiro-tenente responsável pela equipe que atendeu a ocorrência no dia da morte da policial. Outras duas amigas de Gisele devem prestar depoimento na quinta-feira (14).

As audiências ocorrerão por videoconferência, conforme publicação do Diário Oficial do Estado de São Paulo. O advogado de defesa do oficial, Eugênio Carlos Bailliano Malavasi, foi intimado a acompanhar as oitivas.

O Conselho de Justificação, ao qual o tenente-coronel está sendo submetido, é procedimento administrativo que avalia se integrantes das Forças Armadas ou da Polícia Militar mantêm condições de permanecer na ativa diante de condutas consideradas incompatíveis com a função. A apuração tramita paralelamente ao processo criminal em que Neto responde por feminicídio e fraude processual.

O conselho é formado por três coronéis da PM, que analisam documentos, ouvem testemunhas e avaliam a conduta funcional e moral do oficial. Ao final, o colegiado emite um parecer sobre a compatibilidade do militar com o oficialato.

No dia 29 de abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, decidiu que a Justiça comum deverá julgar, se necessário, o tenente‑coronel da PM pelo assassinato da esposa policial no apartamento do casal, no Brás, centro da capital paulista.

Geraldo Neto é réu na Justiça comum por feminicídio e fraude processual. Ele tem 53 anos; Gisele tinha 32. Ela deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.

O oficial está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Ele é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça.

O advogado do réu disse que acompanhará as audiências para garantir “o contraditório e a ampla defesa”.

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