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Grande Vitória registra mais de 280 mulheres agredidas em três meses

Saiu no site R7

 

Veja publicação original:   Grande Vitória registra mais de 280 mulheres agredidas em três meses

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Cariacica é a cidade que mais registrou agressões à mulheres no período. Cláudia Dematté explica que violência não é somente física e orienta que mulheres façam a denúncia na primeira agressão

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Três mulheres foram agredidas por dia na Grande Vitória nos primeiros três meses de 2019. Os números são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) que divulgou os casos de agressão registrados em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). De janeiro a março, no total, foram 282 queixas por crimes de lesão corporal nos cinco municípios: Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana.

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Cariacica é a cidade que mais registrou agressões à mulheres no período, com 78 queixas. Logo em seguida aparece a Serra com 77 casos, Vila Velha com 74, Vitória com 49 e Viana, com cinco ocorrências.

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Segundo a chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Cláudia Dematté, o número de ocorrências é alto porque cada vez mais mulheres estão buscando pelos seus direitos. Ela explica que a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, foi fundamental para que as vítimas tivessem amparo para realizarem as denúncias.

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“O que nós percebemos é que desde a criação da Lei Maria da Penha essa violência está cada vez mais deixando de ser silenciosa. As mulheres cada dia mais estão tendo consciência dos seus direitos, que devem denunciar seus agressores, e isso tem feito que o numero de denúncias aumente nas delegacias”, disse.

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chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Claudia Dematté
chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Claudia Dematté
Foto: Patrícia Scalzer

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A delegada também citou a resistência da sociedade ao empoderamento das mulheres como fator para a violência doméstica e familiar. Como exemplo, ela cita um caso atendido em uma das delegacias em que uma mulher foi agredida pelo marido apenas por querer estudar.

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“Uma das nossas delegadas recebeu no plantão o caso de um homem que agrediu a esposa exatamente pelo fato dela querer estudar, de querer cursar uma faculdade. E absurdamente ele falou para ela que ‘casou com uma mulher burra, que se quisesse uma mulher inteligente ele buscava no banco da faculdade’. Isso é uma nítida demonstração do machismo, de homens que não estão prontos para lidar com o empoderamento da mulher”, contou.

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Cláudia Dematté explica que violência não é somente física e orienta que mulheres façam a denúncia na primeira agressão.

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“A violência pode ser moral, por meio de xingamentos, humilhações, julgamentos. Ela pode ser psicológica, por meio do crime de ameaças. Pode ser sexual, um marido que obriga a mulher mediante violência ou ameaça a manter conjunção carnal pratica um crime de estupro. Nós orientamos que a mulher denuncie desde a primeira violência sofrida. Dessa forma, a Polícia Civil, o Ministério Público e o Judiciário, por meio da aplicação da Lei Maria da Penha, vão poder agir e evitar que crimes mais graves ocorram”, finalizou.

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As denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia e também no disque-denúncia 181.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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