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Damares pede suspensão de contrato sem licitação de R$ 45 milhões da Funai

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Veja publicação original: Damares pede suspensão de contrato sem licitação de R$ 45 milhões da Funai

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Por Eduardo Militão

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A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, pediu a suspensão do “vultoso” contrato, sem licitação, de R$ 44,9 milhões que a Funai (Fundação Nacional do Índio) publicou nos últimos dias do governo de Michel Temer (MDB).

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A UFF (Universidade Federal Fluminense) foi contratada para “dar apoio institucional ao desenvolvimento do projeto ‘Fortalecimento Institucional da Funai'”, de acordo com documento assinado em 28 de dezembro.

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O órgão era controlado politicamente pelo deputado André Moura (PSC-SE). O pedido da nova ministra foi dirigido ao presidente da Funai, Wallace Bastos, que é subordinado da ministra.

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Reprodução
Ofício da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que pede suspensão de contrato de R$ 44,9 milhões da Funai feito sem licitaçãoImagem: Reprodução

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“Considerando a vultosa quantia e os documentos que instruem o processo, solicita-se a imediata suspensão do instrumento [contrato]”, escreveu Damares nesta quarta-feira (2), em oficio obtido pelo UOL.

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De acordo com a proposta da UFF para a Funai, o objetivo do serviço se dividia em três eixos: “Desenvolvimento humano e funcionamento”, “gestão, fiscalização e acessibilidade de informações em terras indígenas” e “desenvolvimento tecnológico orientado a licenciamento, seguridade social e valorização da produção indígena”, segundo o documento obtido pelo UOL.

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ministra foi empossada hoje. A UFF e a Funai ainda não se pronunciaram sobre o caso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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