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Mulheres na Índia formam ‘barreira humana’ de 620 km pedindo igualdade

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:  Mulheres na Índia formam ‘barreira humana’ de 620 km pedindo igualdade

 

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Manifestação acontece após mulheres sofrerem represálias por terem entrado em templo por séculos banido a elas

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Em manifestação a favor da entrada de mulheres em templos hindus e clamando por igualdade de gênero, milhares de mulheres formaram uma espécie de “barreira humana” com 620 quilômetros de extensão em Kerala, no sudeste da índia, na terça-feira (1).

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A manifestação é uma resposta aos protestos de tradicionalistas que começaram após duas mulheres, Bindu e Karnaka Dung, entrarem no templo hindu de Sabarimala. Ao saber da visita, religiosos “purificaram” o local e anunciaram que ele seria fechado até a quinta-feira como marca de descontentamento com a atitude.

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As duas mulheres desafiaram uma convenção de séculos que proíbe a entrada de mulheres em idade reprodutiva em templos. Pela regra, apenas mulheres acima de 50 anos podem entrar no local de culto à divindade conhecida como Lord Ayyappa, que é celibatário. Bindu e Karnaka estão na casa dos 40 anos. O motivo da proibição é a crença de que as mulheres poderiam colocar a divindade em tentação.

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A suprema corte do país retirou o banimento há cerca de três meses, provocando revolta de grupos conservadores. Desde então, tem havido confrontos entre apoiadores e opositores da decisão. Desde a aprovação, diversas mulheres tentaram exercer o direito, mas foram impedidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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