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Islândia é o primeiro país a proibir pagar salário inferior a mulheres

Saiu no site REVISTA CLÁUDIA

 

Veja publicação original:  Islândia é o primeiro país a proibir pagar salário inferior a mulheres

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Desde 1º de janeiro, organizações governamentais e empresas do setor privado podem ser multadas caso descumpram a obrigação

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Líder em igualdade de gênero no mundo, a Islândia tem em vigor, desde este 1º de janeiro, lei que proíbe que empresas e setor público paguem salários maiores a homens do que a mulheres.

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Na prática, órgãos governamentais e empresas do setor privado com mais de 25 funcionários terão que obter certificação atestando a existência de políticas de igualdade salarial efetivas em sua organização.

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As corporações que não cumprirem com o requisito serão penalizadas com multas diárias de cerca de 1 620 reais. Espera-se que a maior punição, entretanto, seja o constrangimento de não estarem em conformidade com políticas de combate à desigualdade.

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Empresas e grandes instituições com mais de 250 funcionários em seu quadro tiveram até o final de 2018 para obter a certificação; a partir de agora, elas já podem ser multadas. O prazo acaba no final de 2021 para as organizações que tenham entre 25 e 90 funcionários.

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A medida torna a Islândia o primeiro país do mundo a ter a igualdade salarial como obrigação. Atualmente, as mulheres recebem cerca de 20% menos do que os homens na Islândia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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