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Atenção conjunta à primeira infância é primordial para o futuro do país, mostra debate

Saiu no site SENADO FEDERAL:

 

Veja publicação original:  Atenção conjunta à primeira infância é primordial para o futuro do país, mostra debate

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Para que o Brasil tenha cidadãos saudáveis e capazes é primordial que a sociedade dispense atenção conjunta à primeira infância, expressão que define os seis primeiros anos de vida da criança. Esse foi um dos alertas feitos por professores especialistas durante o debate As Políticas para a Primeira Infância, promovido nesta segunda-feira (2) pela Comissão Senado do Futuro (CSF).

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O aprimoramento das políticas públicas para a primeira infância, com mais investimentos em saúde e educação para essa faixa etária, e mais atenção social para as crianças foram defendidos por todos os debatedores.

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Especificamente, foi sugerida a criação do Ministério da Primeira Infância, a universalização do acesso ao ensino e ao atendimento pediátrico, o aperfeiçoamento da formação dos profissionais que atuam com crianças nessa fase, a construção de hospitais da primeira infância em locais estratégicos e a criação da profissão de cuidador da primeira infância.

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Algumas dessas sugestões foram apresentadas pelo professor Vital Didonet,representante da Rede Nacional da Primeira Infância (RNPI). Ele defendeu uma política integral e integrada de atenção às crianças.

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– Criança é assunto de interesse público – afirmou Didonet.

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Formando indivíduos sadios

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Professor da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Marcio Junqueira Lisboa sustentou que a violência é uma doença psicossocial e que os comportamentos antissociais são muitas vezes criados na primeira infância, o que pode ser prevenido com mais foco nas necessidades desses primeiros anos de vida.

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Lisboa sugere a promoção da saúde física e de hábitos saudáveis entre as crianças, com o objetivo de criar indivíduos com corpos e personalidades sadios. Argumenta também que a prevenção de comportamentos antissociais deve envolver professores, pediatras, assistentes sociais, psicólogos e sociólogos.

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Para Lisboa, a educação deve transformar bebês em cidadãos, não basta aprender a ler e escrever, é preciso aprender como conviver socialmente de maneira saudável e compromissada com o espírito público.

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Também professor da UnB, Dioclécio Campos Júnior afirmou que a primeira infância é o ciclo da vida no qual se forma e diferencia o cérebro do ser humano. Em sua opinião, “uma infância saudável é o alicerce da cidadania”. Ele pediu mais investimentos públicos em educação e saúde infantis e afirmou que, biologicamente, essa é uma época de aumento, diferenciação e complexificação do cérebro. Estímulos afetivos e um ambiente social seguro são fundamentais para o desenvolvimento cerebral, órgão essencial à vida e à personalidade do indivíduo, acrescentou.

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– É uma época insubstituível – afirmou Dioclécio.

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Ele disse ainda que as desigualdades sociais começam desde o nascimento, pois crianças que não têm alimentação, estímulos nem afetividades suficientes não têm um crescimento satisfatório dentro de seus potenciais.

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– Não há investimento que dê mais retorno à sociedade que os investimentos em saúde e educação na primeira infância. A cada dólar investido nessa fase há retorno de sete dólares – acrescentou o professor, citando frase de James Heckman, ganhador do prêmio Nobel de Economia no ano 2000.

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Ciclo de debates

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A audiência pública interativa foi aberta e iniciada pelo presidente da Comissão Senado do Futuro, senador Hélio José (Pros-DF), e os debates foram conduzidos pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Esta foi a oitava audiência pública interativa do ciclo de debates fruto da parceria da CSF com a UnB e a organização União Planetária. Também participaram do encontro os professores da UnB Isaac Roitman e Eduardo Chaves.

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No portal e-Cidadania, qualquer pessoa pode ver a íntegra da audiência, além das interações dos internautas. Várias das mensagens sobre o assunto recebidas de cidadãos foram lidas pelo senador Cristovam durante a audiência pública.

 

 

 

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