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CNJ discute medidas para coibir violência processual contra mulheres

Saiu no site MIGALHAS

Proposta busca orientar magistrados a identificar e coibir o uso abusivo do processo judicial contra mulheres.

O plenário do CNJ iniciou, nesta terça-feira, 4, a discussão de uma proposta de recomendação para prevenir, identificar e enfrentar a violência processual de gênero no Poder Judiciário.

O texto estabelece diretrizes para que magistrados identifiquem e coíbam o uso abusivo do processo judicial como instrumento de intimidação, retaliação ou revitimização de mulheres e meninas em situação de violência.

Processo como forma de intimidação

A proposta foi apresentada pela conselheira Jaceguara Dantas, supervisora das políticas nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo a relatora, a violência processual de gênero ocorre quando o processo judicial é utilizado contra mulheres e meninas como instrumento de controle, intimidação, retaliação, discriminação ou revitimização.

Citou casos em que, após a vítima registrar boletim de ocorrência ou pedir medida protetiva, o agressor passa a ajuizar ações nas áreas criminal, cível e de família para prolongar o ciclo de violência.

“Embora o acesso à Justiça seja um direito fundamental garantido pela Constituição da República, o exercício desse direito não pode servir de escudo para práticas abusivas, discriminatórias ou destinadas à intimidação, ao constrangimento e à revitimização das mulheres e meninas.”

Dados e políticas do CNJ

Jaceguara Dantas afirmou que a iniciativa encontra respaldo na Constituição, em leis nacionais e em tratados internacionais de proteção às mulheres.

Também mencionou dados da Ouvidoria Nacional da Mulher do CNJ, segundo os quais 37,3% das manifestações recebidas apontavam falhas ou necessidade de aprimoramento na aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

A recomendação complementa políticas já adotadas pelo Conselho, como o próprio protocolo, a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e a recomendação sobre litigância abusiva e assédio processual.

A proposta foi apresentada ao plenário para o início das discussões antes de sua apreciação.

Processo: 0006095-65.2026.2.00.0000

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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