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CCJ aprova pacote de projetos para reforçar proteção às mulheres

Saiu no site CCJ

A Comissão de Constituição e Justiça aprovou neste primeiro semestre um pacote com sete projetos de lei voltados ao combate à violência doméstica e familiar e à ampliação da rede de proteção às mulheres e dependentes. As propostas alteram prazos de denúncia (PL 421/2023), criam cadastros de restrição (PL 1099/2024), humanizam exames periciais (PL 1729/2023) e barram mecanismos de pressão institucional contra as vítimas (PL 3112/2023).

Transcrição
Entre os projetos de lei aprovados na Comissão de Constituição e Justiça relacionados ao combate à violência doméstica e familiar está o que dobra o prazo para que as mulheres formalizem queixas contra agressores, que passa de seis meses para até um ano (PL 421/2023). O relator, senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, acredita que o teto atual ignora a complexidade do ciclo da violência, onde o tempo de reflexão e a conquista da autonomia financeira e habitacional demandam um prazo estendido de acolhimento legal: (senador Izalci Lucas) “Nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, a ofendida mora com o agressor, tem laços afetivos com ele e muitas vezes depende economicamente dele. Assim, a vítima necessita de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até mesmo o eventual sentimento que ainda nutra pelo agressor, e reunir as condições para denunciar as agressões sofridas.” No mesmo sentido de proteção contra coações, a comissão avalizou o projeto que proíbe juízes de agendarem de forma automática a audiência de retratação prevista na Lei Maria da Penha (PL 3112/2023). A relatora, senadora Mara Gabrilli, do PSD de São Paulo, apontou que o agendamento sem o pedido expresso da vítima pode gerar pressão indevida. (senadora Mara Gabrilli) “A exigência de manifestação expressa da vítima para a realização da audiência de retratação, e a condição de que esta manifestação ocorra antes do recebimento da denúncia, previne possíveis pressões ou coações, evita a revitimização e reforça a adoção de práticas judiciais mais alinhadas à perspectiva de gênero.”  Outra iniciativa votada na CCJ determina que o prazo de prescrição para o crime de assédio sexual só comece a contar a partir do momento em que cessar o vínculo de subordinação profissional da vítima com o assediador (PL 5994/2023). O colegiado ainda aprovou a criação de um Cadastro Nacional com dados de condenados por feminicídio, estupro e violência psicológica (PL 1099/2024) e o projeto que assegura a realização de exames de corpo de delito humanizados em IMLs e delegacias para reduzir traumas e evitar a revitimização de mulheres, idosos e crianças (PL 1729/2023). O colegiado chancelou também a obrigação de divulgação governamental em massa do canal Ligue 180 (PL 4300/2025) e deu parecer favorável a projeto que impede a repatriação compulsória de menores para outros países caso haja comprovação de indícios de violência doméstica no local de origem estrangeira (PL 565/2022). Da Rádio Senado, Bruno Lourenço.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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