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25 de Julho: mobilização nacional marca a luta das mulheres negras com atos em todo o Brasil

Saiu no site FINDECT

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela reúne marchas e manifestações em defesa da democracia, da igualdade racial, da reparação e dos direitos.

O 25 de julho é uma das datas mais importantes da luta antirracista e da defesa dos direitos das mulheres. Celebrado como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, o momento mobiliza movimentos sociais, entidades sindicais e organizações populares em todo o país, com uma programação que inclui marchas, atos políticos, debates e atividades culturais.

Neste ano, as mobilizações reforçam a defesa da democracia, da igualdade racial, da reparação histórica e do bem viver, além de denunciar o racismo, o machismo e todas as formas de violência e exclusão que ainda atingem as mulheres negras.

Entre os atos já confirmados, São Paulo sediará, no sábado, 25 de julho, a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que completa 10 anos de existência. Criada em 2016, em memória de Luana Barbosa, mulher negra, lésbica e periférica assassinada pela Polícia Militar, a mobilização terá concentração a partir das 13h, na Praça Roosevelt, no bairro da Consolação. O ato será realizado sob o lema: “Há 10 anos por Luana Barbosa e por todas nós! Por direitos, reparação e Bem Viver! Mulheres negras nas ruas e nas urnas!”

Já no Rio de Janeiro, a XII Marcha das Mulheres Negras acontece no domingo, 26 de julho. A concentração está marcada para as 10h, no Posto 2 da Praia de Copacabana. Com o tema “Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver”, a atividade integra a programação nacional do Julho das Pretas e é organizada pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEM Negras-RJ), reunindo lideranças do movimento negro, artistas e representantes de diversas organizações da sociedade civil.

A FINDECT reafirma seu compromisso com a luta pela igualdade racial, pela valorização das mulheres negras e pela construção de um país sem racismo, com direitos, dignidade e justiça social para toda a classe trabalhadora.

Esta matéria será atualizada à medida que novas marchas, atos e atividades forem confirmados nos demais estados e regiões do Brasil. A programação nacional segue em construção, e a FINDECT divulgará as informações sobre datas, horários e locais das mobilizações conforme forem oficialmente anunciadas.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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