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FAO lança quarta edição da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’

Saiu no site ONU BRASIL

 

Veja publicação original:  FAO lança quarta edição da campanha ‘Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos’

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“Pensar em igualdade, construir de forma inteligente, inovar para a mudança” é o lema da quarta edição da campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, que a Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (FAOALC) lança nesta sexta-feira (8).

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A desigualdade de gênero e a discriminação contra as mulheres é uma das causas estruturais da pobreza rural e um dos maiores desafios para os países da América Latina e do Caribe.

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A pobreza rural afeta mais as mulheres do que os homens: entre 2007 e 2014, o índice de mulheres inseridas na pobreza rural na região aumentou de 108,7 para 114. Por sua vez, o índice de mulheres em extrema pobreza aumentou de 113 para 114,9 no mesmo período.

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De acordo com o censo demográfico mais recente, as mulheres rurais são responsáveis pela renda de 42,2% das famílias do campo no Brasil.. Foto: Banco Mundial/Andrea Borgarello

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“Pensar em igualdade, construir de forma inteligente, inovar para a mudança” é o lema da quarta edição da campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, que a Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (FAOALC) lança nesta sexta-feira (8).

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A desigualdade de gênero e a discriminação contra as mulheres é uma das causas estruturais da pobreza rural e um dos maiores desafios para os países da América Latina e do Caribe.

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Entre 2014 e 2016, a pobreza nas áreas rurais aumentou de 46,7% para 48,6%, enquanto a extrema pobreza rural aumentou de 20% para 22,5%, de acordo com estudos da FAO. Números atualizados para 2017 estimam que isso significa que 59 milhões de pessoas vivem na pobreza, enquanto 27 milhões vivem sob extrema pobreza nas áreas rurais da América Latina.

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Mas a pobreza rural afeta mais as mulheres do que os homens: entre 2007 e 2014, o índice de mulheres inseridas na pobreza rural na região aumentou de 108,7 para 114. Por sua vez, o índice de mulheres em extrema pobreza aumentou de 113 para 114,9 no mesmo período.

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Na urgência por mudanças, a FAO e os seus parceiros estão convidando os governos, neste Dia Internacional da Mulher, a sociedade civil, a academia e o setor privado a aderir à campanha Mulheres Rurais, Mulheres de Direitos.

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O objetivo é compartilhar informações e soluções inovadoras para tornar visíveis conquistas atuais e futuros desafios para reduzir a pobreza rural e promover a segurança alimentar e nutricional de mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes.

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As mulheres rurais trabalham mais que os homens. Além do trabalho pago como produtoras ou agricultora familiares, elas estão encarregadas de educação, cuidados e alimentação de seus filhos e, muitas vezes, das pessoas idosas ou em situação de dependência.

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Além disso, muitas delas realizam trabalho comunitário ou gerencial para alcançar melhorias em seu ambiente, que no final do dia constitui até três dias úteis, deixando-as sem tempo livre e sem descanso.

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Na área econômica, as mulheres rurais têm menos acesso a recursos e serviços produtivos, como terra, água e recursos não produtivos, como crédito e treinamento. No caso das mulheres indígenas e afrodescendentes, a situação é ainda mais injusta, porque a diferença é maior.

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A campanha Mulheres Rurais, Mulheres de Direitos é um trabalho colaborativo que, durante 2019, vai identificar e disseminar experiências e conhecimento sobre o poder transformador das mulheres rurais, descendentes de indígenas e africanos na América Latina e no Caribe e sua contribuição para os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Ao mesmo tempo, continuará a apoiar a campanha global das Mulheres Indígenas: torne-as visíveis, capacite-as.

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O lema da campanha este ano é: pensar em igualdade, construir de forma inteligente, inovar para a mudança e se concentrar em formas inovadoras para promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em nossa região.

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A inovação e a tecnologia oferecem oportunidades sem precedentes; no entanto, as tendências atuais indicam que o fosso digital está aumentando e que as mulheres estão sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia, matemática e design.

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Isso impede que elas desenvolvam e influenciem o desenvolvimento de inovações sensíveis ao gênero que alcancem benefícios transformadores. Do mobile banking à inteligência artificial ou à Internet, é vital que as ideias e experiências das mulheres influenciem igualmente o design e a aplicação das inovações que moldarão as sociedades do futuro, segundo a FAO.

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Para a agência da ONU, é crucial ter abordagens inovadoras que impactem a situação habitual, a fim de eliminar barreiras estruturais e garantir que nenhuma mulher e nenhuma menina sejam deixadas para trás. Se as tendências atuais forem mantidas, as intervenções existentes não serão suficientes para alcançar um planeta com igualdade e equidade até 2030.

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A campanha #MulheresRuraisMulheresdeDireitos foi lançada regionalmente em 2016, como um esforço colaborativo para fazer conquistas visíveis para os desafios pela igualdade de gênero em áreas rurais.

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Em 2019, os parceiros e co-organizadores da campanha incluem FAO, Direção-Geral de Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (DGDR / MGAP) do Uruguai, ONU Mulheres, Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) e Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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