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Amapá registra mais de 7 mil denúncias de violência contra mulher em 11 meses

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Amapá registra mais de 7 mil denúncias de violência contra mulher em 11 meses

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Dados são da Polícia Civil e do Ligue 180; números devem aumentar com as festas de fim de ano.

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Por Victor Vidigal

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Dados da Delegacia de Crimes Contra Mulher (DCCM) em Macapá e também do Ligue 180 mostram que o Amapá já registrou pelo menos 7.230 denúncias de violência contra a mulher de janeiro até novembro de 2018.

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A DCCM informou que, até novembro deste ano, registrou 6.021 boletins de ocorrências sobre diversos crimes em que a mulher foi alvo das agressões, tanto físicas quanto psicológicas. Os números do 180 são referentes ao primeiro semestre do ano, e o registro chega a 1.209 denúncias feitas por ligação.

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Delegacia de Crimes Contra a Mulher, em Macapá, funciona no bairro Santa Inês — Foto: Jorge Abreu/Arquivo G1 Delegacia de Crimes Contra a Mulher, em Macapá, funciona no bairro Santa Inês — Foto: Jorge Abreu/Arquivo G1

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Segundo a delegada Sandra Dantas, titular da DCCM, o índice deste ano já é maior do que o registrado em 2017, a maioria deles são de violência doméstica praticada por ex-companheiros. Dentre os casos estão: lesão corporal, estupro, ameaça de morte, crimes contra à honra e um feminicídio.

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“A maioria das ocorrências é ligadas a ex-companheiros, que geralmente já estão em outro relacionamento, mas, mesmo já tendo outra pessoa, não aceitam que elas digam ‘não’ à relação sexual, não aceitam ‘não’ das frequências de visitas à casa, não aceitam ‘não’ à entrada na casa em qualquer hora. E com isso causa o conflito”, contou Sandra.

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Delegada Sandra Dantas responsável pela delegacia da mulher em Macapá — Foto: Victor Vidigal/G1Delegada Sandra Dantas responsável pela delegacia da mulher em Macapá — Foto: Victor Vidigal/G1

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A delegada ainda prevê que, com as festas de final de ano, os casos devem aumentar consideravelmente, por isso, ela pede maior conscientização por parte das pessoas que forem comemorar no Natal ou Ano Novo.

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“Nos preocupa muito por causa das festas, onde há excesso de álcool e outras drogas. No Natal, o número cresce bastante. A gente orienta as famílias para ficarem mais atentas com essa questão de excesso de drogas e álcool”, destacou a delegada.

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Qualquer pessoa pode fazer a denúncia de violência doméstica, seja presencialmente na delegacia ou por meio do número 180. O sigilo da vítima e da testemunha é mantido pelas autoridades policiais.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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