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60ª edição do FESTA traz vários espetáculos sobre a luta e a resistência feminina

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Veja publicação original: 60ª edição do FESTA traz vários espetáculos sobre a luta e a resistência feminina

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Festival traz extensa programação gratuita até o dia 2 de setembro, em Santos. Abertura acontece, nesta sexta-feira, no Teatro Coliseu.

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A 60ª edição do Festa – Festival Santista de Teatro começa nesta sexta-feira (24), em Santos, no litoral de São Paulo. O festival traz extensa programação gratuita até o dia 2 de setembro, em seis pontos da cidade.

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Nesta edição, o tema é ‘Mulheres em Cena: Da Luta de Pagu aos Dias de Hoje’, que propõe uma reflexão acerca da atualidade da vida e obra da autora, diretora, cronista e militante política Patrícia Galvão (1910-1962), idealizadora do festival, além de tantas outras mulheres que em cena e também fora dela contribuíram para os movimentos culturais do país.

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A programação inclui espetáculos de seis estados e uma série de atividades paralelas, contemplando diversas linguagens artísticas, debates e intervenções. As atividades ocorrem nos Teatro Municipal de Santos, no Teatro Guarany, na Cadeia Velha, nas Praças dos Andradas, Iguatemi Martins e Mauá.

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O festival tem início com o espetáculo ‘A Vida em Vermelho – Brecht e Piaf’, nesta sexta-feira, às 21h, no Teatro Coliseu. A peça leva os espectadores a um possível encontro entre a cantora francesa Edith Piaf, interpretada por Letícia Sabatella, e o poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, vivido por Fernando Alves Pinto. Os ingressos são gratuitos e a distribuição teve início na quinta-feira (23), a partir das 14h30, no próprio local. A retirada será limitada a dois ingressos por pessoa.

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Confira a programação

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Sexta-feira (24)

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘A Malvada’, na Mostra de Longas FESTA 60

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20h30 – Teatro Coliseu | Coro Cênico Céu da Boca (Santos)

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21h – Teatro Coliseu | A Vida Em Vermelho – Brecht E Piaf, com Letícia Sabatella e Fernando Alves Pinto (São Paulo)

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23h – Teatro Coliseu |Dj Afreekassia

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Sábado (25)

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9h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Interpretação, com Fernanda Azevedo

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15h – Centro Cultural Cadeia Velha | Abertura das Exposições ‘Mulheres² Impressões de Corpo e Alma’, curadoria de Márcia Okida, ‘CELLOGRAF’, ‘Viva Pagu’, da escritora Lúcia Teixeira e ‘TEP-Unisanta 50 anos – digital’

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘Pina, na Mostra de Longas FESTA 60

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16h – Praça dos Andradas | Roda 7 Saias, com ‘Feira das Mulheres Artesãs’

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17h – Praça dos Andradas | Roda 7 Saias, com exposição da fotógrafa Juliana Florentino e Cia Cena Preta

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18h – Praça dos Andradas | Roda 7 Saias, com exibição da Websérie Nossa Voz Ecoa’ e ‘Oficina

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19h – Praça dos Andradas | Roda 7 Saias, com Oficina do Coco das Marias

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20h30 – Teatro Guarany | Abertura da exposição Ameseginalehu, da fotógrafa Bruna Veloso

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21h – Teatro Guarany | Carne, da Kiwi Companhia de Teatro (São Paulo)

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23h – Praça dos Andradas | O Canto das Mulheres do Asfalto, d’O Canto das Mulheres do Asfalto (São Paulo)

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23h59 – Praça dos Andradas | Noite das Minas do Hip Hop, com Preta Rara

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Domingo (26)

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9h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Interpretação, com Fernanda Azevedo

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10h – Orla da Praia | Praiaças na rua! | Movimento de Palhaçaria Feminina da B. Santista

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11h – Orla da Praia | Cinderela Brasileira, do Grupo Casa 3 (Guarujá)

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12h30 – Orla da Praia | Willian…e nós…, do Coletivo Makeshake (Baixada Santista)

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14h – Centro Cultural Cadeia Velha de Santos | Roda de Conversa ‘Perspectiva Histórica e Contemporânea da Mulher no Teatro

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘A Falecida’, na Mostra de Longas FESTA 60

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18h30 – Feirarte |O Canto das Mulheres do Asfalto, d’ O Canto das Mulheres do Asfalto (São Paulo)

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19h – Teatro Municipal Brás Cubas | Abertura da Exposição TEP 50 anos

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19h – Teatro Municipal Brás Cubas | As Fiandeiras, do TEP (Santos)

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20h30 – Praça dos Andradas | A Farsa do Açúcar Queimado ou A Mulher que virou Pudim, do Núcleo Sem Drama (São Paulo)

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21h30 – Centro Cultural Cadeia Velha de Santos | Entre Nós, do Coletivo Arremate de Teatro (Fortaleza)

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22h30 – Praça dos Andradas | Intervenção ‘ABSM – Desobediente, Malcriada e Subversiva’

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Segunda-feira (27)

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘Cabaret’, na Mostra de Longas FESTA 60

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12h – Praça Mauá | A Farsa do Açúcar Queimado ou A Mulher que virou Pudim, do Núcleo Sem Drama (São Paulo)

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19h – Centro Cultural Cadeia Velha | Encontro ‘Pautas e Lutas’ com o MTBS

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21h – Centro Cultural Cadeia Velha | Mostra das Minas

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Terça-feira (28)

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10h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Direção, com Georgette Fadel

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘Tudo sobre minha mãe’, na Mostra de Longas FESTA 60

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19h – Doca Valongo | Curadoria do Festival Valongo

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21h – Teatro Guarany | Um Discurso para Minha Vó, da Cia Vozavós (Guarujá)

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Quarta-feira (29)

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10h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Direção, com Georgette Fadel

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16h – Cine Arte Posto 4 | ‘Riscado’, na Mostra de Longas FESTA 60

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18h – Centro Cultural Cadeia Velha | Exibição do Documentário Gorgona

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19h – Centro Cultural Cadeia Velha | Bate-Papo com a atriz Maria Alice Vergueiro

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21h – Teatro Guarany | GPS Gaza, da Cia de Solos & Bem Acompanhados (Porto Alegre)

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Quinta-feira (30)

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16h – Centro Cultural Cadeia Velha | O Grande Circo Místico, com o Projeto Guri

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19h30 – Teatro Guarany | Fontainebleau, da Bella Cia. Teatro e Circo (Santos)

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21h – Centro Cultural Cadeia Velha| Pagu, qual o gosto do mundo? As várias faces de Patrícia Galvão, da Cia Teatral Carcarah Voador (Santos)

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22h30 – Centro Cultural Cadeia Velha | Lançamento do livro ‘Circo Teatro: uma Bella Companhia + Cabaret Pagu

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Sexta-feira (31)

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12h – Praça Mauá | Arrastão, da Cia Etra de Dança (Santos)

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16h – Centro Cultural Cadeia Velha | Hysteria, Grupo XIX de Teatro (São Paulo)

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19h – Centro Cultural Cadeia Velha | Coro Cênico Céu da Boca

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21h – Teatro Guarany | Isso não é uma mulata, da Gameleira de Artes (Salvador)

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22h – Praça dos Andradas | For All (Para elas) + Show Fé menina às 00h.

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23h – Praça Iguatemi Martins | Zona!, d’O Coletivo (Baixada Santista)

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Sábado (1)

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10h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Interpretação Melodramática, com Fabíola Morais

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12h – Emissário Submarino | Arrastão, da Cia Etra de Dança (Santos)

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14h – Centro Cultural Cadeia Velha | Roda de conversa ‘Perspectiva Histórica e Contemporânea da Mulher no Teatro

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16h – Emissário Submarino | Willian…e nós…, do Coletivo Makeshake (Baixada Santista)

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19h – Teatro Guarany | A Revolução das Águas, da Associação Cultural Incena Brasil (Cubatão)

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20h30 – Doca Valongo | Feminino Abjecto, do Núcleo Feminino Abjecto (São Paulo)

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23h – Centro Cultural Cadeia Velha| Naturaleza Muerta, da Cia La Desdeñosa (São Paulo)

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23h49 – Praça dos Andradas | Intervenção Urbana ‘A Praça é Delas’

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Domingo (2)

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10h – Centro Cultural Cadeia Velha | Oficina de Interpretação Melodramática, com Fabíola Morais

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14h – Ceu das Artes Da Zona Noroeste |Cinderela Brasileira, do Grupo Casa 3 (Guarujá)

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14h – Monte Serrat | Cortejo Praiaças, do Movimento de Palhaçaria Feminina da B. Santista

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16h – Centro Cultural Cadeia Velha | Debate Geral com os Grupos da Mostra Regional

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19h30 – Teatro Municipal Brás Cubas | Vaga Carne, de Grace Passô (Belo Horizonte)

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21h – Teatro Guarany | Clarianas, grupo de pesquisa musical

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22h – Praça dos Andradas | Intervenção Urbana ‘Ocupação Ela’

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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