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OPORTUNIDADES IGUAIS

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Veja publicação original:  OPORTUNIDADES IGUAIS

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Por Claudio Sassaki

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Como quem pensa educação, credito à escola parte da responsabilidade de propiciar essa transformação. Não é possível falar sobre educação para o século XXI sem considerar a importância de discussões sobre a igualdade de gênero e o desenvolvimento de habilidades – como argumentação crítica, pensamento lógico, resolução de problemas – sobretudo envolvendo meninas. São elas que sofrem com os vieses da sociedade desde que nascem.

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As expectativas de aprendizagem compõem uma outra face do sexismo. Enquanto há ausência de mulheres nas áreas de exatas – já que as garotas não são estimuladas a desenvolver o raciocínio lógico e matemático – os meninos são constantemente preparados para assumir e incorporar essas habilidades. E nada há de natural nesse padrão. O professor de Stanford Paulo Blikstein defende que homens e mulheres são igualmente capazes de aprender. A escolha por tolher a participação feminina na área de exatas é uma decisão da família que, ao longo do processo de escolarização, separa as profissões “de homens” e “de mulheres”. Na fala dele, uma fictícia falta de capacidade é atribuída às mulheres quando o tema versa por áreas de exatas.

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