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Laudo aponta 14 marcas semelhantes a hematomas em mulher morta com tiro na cabeça em Embu (SP)

Saiu no site CNN

PM marido da vítima está preso temporariamente. Polícia descartou inicialmente a hipótese de suicídio.

O laudo necroscópico da técnica em radiologia Larissa Cruz Morata apontou ao menos 14 marcas semelhantes a hematomas distribuídas pelo corpo. A mulher, de 29 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça no banheiro da casa onde vivia com o marido, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, na manhã do último domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

O PM foi preso na segunda-feira (7) no mesmo a hora do velório de Larissa. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão temporária mantida. O policial continua preso no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

Vinícius nega o crime e sustenta que ela tirou a própria vida. A defesa do PM apresentou conversas entre Larissa e familiares de Vinicius que citam uma crise no casamento. Em mensagens de texto e áudios, ela relata estar emocionalmente abalada e dizia ter vontade de morrer.

A hipótese de suicídio, porém, foi descartada pela polícia após os primeiros exames periciais feitos no corpo.

 

O que indicam os exames periciais?

 

Segundo a apuração da TV Globo, o laudo necroscópico aponta que a causa da morte foi definida como traumatismo craniano decorrente de ferimento por arma de fogo. O laudo não determina de que maneira os hematomas foram produzidos. Por isso, o documento não permite afirmar se as marcas decorreram de agressões.

De acordo com o documento, Larissa foi atingida por um único tiro. As informações preliminares da perícia já indicavam que o disparo havia atravessado a cabeça de Larissa da esquerda para a direita e atingido a região situada atrás da orelha esquerda.

A trajetória da bala foi o que embasou o pedido de prisão temporária do policial militar. Os peritos explicam que, como era destra, Larissa não poderia ter feito o disparo com esse tipo de arma sem ser com a mão dominante. Além de indicarem que não havia marcas de um disparo à queima-roupa.

A polícia continua investigando o caso e aguarda o resultado de outros exames.

 

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