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Violência contra a mulher: tribunais têm de enviar resultados até janeiro

Saiu no site CNJ

 

Veja publicação original:  Violência contra a mulher: tribunais têm de enviar resultados até janeiro

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Por Regina Bandeira

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Os tribunais de Justiça têm até o fim de janeiro para responder ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) questionário a respeito das ações que vêm sendo implementadas para fortalecer a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. As respostas determinarão a escala dos tribunais em relação ao cumprimento da Meta Nacional 8, objetivo que, desde 2017, é perseguido pelo Judiciário brasileiro.

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Até setembro, mês da última atualização, as cortes já haviam cumprido 86,6% dessas ações. Doze dos 27 tribunais conseguiram superar os percentuais estabelecidos. Para cumprir a Meta 8, os tribunais precisam atender, ao menos, 70% de ações estipuladas em um questionário de 14 perguntas.

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Entre as questões apresentadas estão: a existência de unidades judiciárias com competência para julgamento de processos criminais relativas à prática de violência doméstica contra a mulher, atendimento multidisciplinar voltado às vítimas, assim como para agressores, e a quantidade de ações voltadas ao combate à violência doméstica realizadas durante o ano.

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Também estão nesse levantamento a capacitação permanentemente dos magistrados e servidores em questões de gênero; os julgamentos concentrados de processos durante as semanas Justiça pela Paz em Casa; a manutenção de informações e serviços relacionados à temática da violência no site do tribunal e a adoção de processos restaurativos para responsabilização de ofensores; proteção das vítimas e estabilização das relações familiares.

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Exemplos

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) é um exemplo de corte que atingiu, até setembro, 110% no cumprimento da meta. Quase 200 unidades judiciárias do estado dispõem de equipes multidisciplinares. Essas unidades fazem o atendimento, por meio de parcerias, das mulheres ofendidas e também dos ofensores. O estado ainda possui unidades voltadas ao atendimento familiar de dependentes em situação de violência (crianças e adolescentes).

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Outro tribunal que também superou o cumprimento da meta foi o Paraná. Das oito unidades judiciárias com competência para julgamento de crimes contra a mulher no âmbito doméstico, todas possuem equipes psicossociais e espaço físico para atendimento reservado.

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Painel de resultados

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O cumprimento das metas pode ser acompanhado por meio do Painel de Resultados das Metas Nacionais, no portal do CNJ. De acordo com dados parciais coletados pelo CNJ, contabilizam-se atualmente no Brasil 3.388 varas com competência para receber e processar causas cíveis e criminais relativas à violência doméstica e familiar contra a mulher. No entanto, apenas 396 possuem equipes de atendimento multidisciplinar, compostas por psicólogos ou assistente social.

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Em apenas 563 delas, a mulher ofendida pode ser ouvida em um espaço físico reservado. Dados do Painel Monitoramento da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, alimentados pelos tribunais, mostram ainda que 426 unidades atendem familiares em situação de violência, com especial atenção a crianças e adolescentes.

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No ano passado, durante o XII Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em dezembro, a Meta 8 foi novamente aprovada pelos presidentes dos tribunais. Em 2019, os juízes terão de identificar e julgar metade dos casos pendentes de julgamento relacionados a feminicídio distribuídos até 31 de dezembro de 2018 e 50% dos casos sem julgamento relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher distribuídos no mesmo período.

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Agência CNJ de Notícias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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