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Um oceano feminista

Saiu no site AZmina:

Você já deve ter topado com alguma referência à “terceira onda do feminismo” e, muito provavelmente, ficou se perguntando o que é isso e onde estão as duas primeiras

É praticamente impossível dizer com certeza em que momento começou o feminismo. A definição do termo segundo o dicionário é “Doutrina cujos preceitos indicam e defendem a igualdade de direitos entre mulheres e homens”, e pessoas lutaram por isso em diferentes momentos da história e lugares do mundo.

Cada uma dessas batalhas teve suas próprias particularidades, com objetivos variados e diferentes níveis de engajamento da população. É importante lembrar que nem toda resistência chama a atenção, e existe luta também nos nossos silêncios de todo dia.

Então como estabelecer o início do feminismo?

A verdade é que não há uma maneira justa de fazer isso sem correr o risco deixar algo relevante de fora. Mas para que feminismo e os estudos sobre gênero se tornassem uma disciplina acadêmica foi necessário criar alguma forma de estudar a história. E foi assim que surgiram as tais ondas feministas, que se referem apenas à história moderna ocidental.

AzM_vaquinha_bullet_1Primeira onda do feminismo:  abrange o período entre o século 19 e o começo do século 20. O foco principal era reverter desigualdades legais, como o direito ao voto;

AzM_vaquinha_bullet_2Segunda onda do feminismo: comumente atribuída ao período entre as décadas de 1960 e 1980, ampliou o debate para incluir desigualdades culturais, normas de gênero e o papel da mulher na sociedade;

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Terceira onda do feminismo: inclui o que tem sido produzido dos anos 1990 até o momento. Liderada por feministas negras americanas logo seguidas por latinas e orientais, trouxe variedade para o movimento ao reconhecer as omissões anteriores, incorporando as diversas realidades que atingem as pessoas de formas diferentes.

Apesar de ser uma forma prática de organizar a produção acadêmica, os movimentos e o conhecimento acumulado até o momento, essa divisão constantemente é criticada. Algumas das críticas se referem ao fato de a história simplesmente não ter se desenvolvido de forma tão linear e clara e ao adotar esse conceito muita coisa produzida entre as ondas acaba ficando de fora da classificação.

Além de priorizar a produção americana/eurocentrica de conteúdo, mantém o foco eu figuras famosas e eventos populares, e como eu mencionei antes, a resistência também acontece em atos vistos como banais nas rotinas de milhares de mulheres, homossexuais e minorias.

Ainda assim, essa classificação não deixa de ser uma ferramenta útil na hora de agregar diferentes teorias e pelo menos agora você sabe do que estão falando quando ouvir algo sobre a primeira, segunda ou terceira onda do feminismo. Em breve a gente fala sobre outro termo cada vez mais utilizado não só por feministas: o pós-feminismo. Ficou com alguma dúvida? Quer saber sobre algo específico? É só mandar a pergunta que a gente responde!

 

 

 

 

Publicação Original: Um oceano feminista

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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