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MM360 explica os termos gaslighting, mansplaining, manterrupting e bropriating

Saiu no site +Mulher360:

Imagine o seguinte cenário: você está explicando uma ideia e acaba sendo interrompida (várias vezes), sem terminar a frase. Agora, você está defendendo uma ideia em uma reunião e ninguém dá ouvidos. Logo em seguida, uma outra pessoa repete exatamente a sua ideia e ela é aprovada por todos.

Como se sentiria no lugar da pessoa que é interrompida ou que tem a ideia copiada? Essas situações são mais comuns do que você imagina, e elas já têm seus respectivos nomes.

Segundo a Fundação Tide Setubal, manterrupting, bropriating, gaslighting e mansplaining são alguns dos termos criados para sinalizar o machismo nas relações e qualificar o comportamento masculino em relação a uma mulher em diferentes situações. Ao saber do significado, fica mais fácil que homens e mulheres conscientes se articulem para evitar situações frequentes pelas quais muitas mulheres passam.

Seguem, abaixo, algumas dessas expressões e o que elas significam:

Manterrupting

Quando um homem interrompe constantemente uma mulher, de maneira desnecessária, não permitindo que ela consiga concluir sua frase.

A palavra é uma junção de “man” (homem) e “interrupting” (interrupção) e, em tradução livre, quer dizer “homens que interrompem”. Esse comportamento é muito comum em reuniões e palestras mistas, quando uma mulher não consegue concluir sua frase por ser constantemente interrompida pelos homens ao redor.

Segundo o Nexo Jornal, o termo surgiu em 2015, com o artigo “Speaking while Female, and at a Disadvantage” (falando enquanto mulher, e em desvantagem), publicado no “The New York Times”. O texto foi escrito por Sheryl Sandberg, chefe de operações do Facebook, e Adam Grant, professor da escola de negócios da University of Pennsylvania. Eles citaram um estudo de psicólogos de Yale que mostra como senadoras americanas se pronunciam significativamente menos do que seus colegas masculinos de posições inferiores.

No dia 26 de setembro deste ano, aconteceu um exemplo clássico de manterrupting durante um debate entre os candidatos à presidência americana. Por diversas vezes, o republicano Donald Trump quebrou uma das regras básicas de qualquer debate moderado: não interromper o adversário.

O “Vox” contabilizou 25 intromissões fora de hora em 26 minutos – ao todo, foram 90 minutos de embate. Em um placar, a Vice contabilizou 35 interferências do republicano, contra 4 da democrata. Um levantamento do “Quartz”, ao todo, registrou 51 interrupções feitas pelo candidato ao longo das falas de Hillary Clinton, contra 17 dela.

Confira, abaixo, alguns exemplos de manterrupting:

Mansplaining

Quando um homem dedica seu tempo para explicar algo óbvio a uma mulher, de forma didática, como se ela não fosse capaz de entender. O termo é uma junção de “man” (homem) e “explaining” (explicar).

Em atos de mansplaining, um homem acha que sabe mais sobre um tópico do que uma mulher. Muitas vezes, essa expressão está ligada ao manterrupting – nesses casos, o homem interrompe a mulher para mostrar que sabe mais do que ela.

Para a Think Olga, em seu artigo, a verdadeira intenção do mansplaining é desmerecer o conhecimento de uma mulher. “É tirar dela a confiança, autoridade e o respeito sobre o que ela está falando. É tratá-la como inferior e menos capaz intelectualmente.”

O vídeo abaixo, do site americano ATTN, afirma que estudos mostram que homens dominam 75% da conversação em grupos de tomada de decisão. E, quando as mulheres estão falando, elas são mais interrompidas. Eles mostram uma compilação de situações reais que envolvem mansplaining.

Bropriating

Quando um homem se apropria da mesma ideia já expressa por uma mulher, levando os créditos por ela. O termo é uma junção de “bro” (de brother, irmão, mano) e “appropriating” (apropriação). É algo que acontece muito em reuniões.

Segundo a Think Olga, o bropriating ajuda a explicar por que existem tão poucas mulheres nas lideranças das empresas. “Além das supostas desvantagens mercadológicas e o preconceito de gênero, ainda servimos de plataforma para o crescimento de colegas homens, pelo simples fato de sermos menos ouvidas e levadas a sério.”

Gaslighting

Gaslighting (derivado do termo inglês Gaslight, ‘a luz [inconstante] do candeeiro a gás’) é um dos tipos de abuso psicológico que leva a mulher a achar que enlouqueceu ou está equivocada sobre um assunto, sendo que está originalmente certa. É um jeito de fazer a mulher duvidar do seu senso de percepção, raciocínio, memórias e sanidade.

No dia a dia, algumas frases são características deste tipo de comportamento: “Você está exagerando”; “Pare de surtar”; “Não aceita nem uma brincadeira?”; “Você está louca”; entre outras. É um comportamento que afeta homens e mulheres, mas as mulheres são vítimas culturalmente mais fáceis.

Na matéria “Por que as mulheres não estão loucas”, o autor Yashar Ali explica que gaslighting é um termo usado com frequência por profissionais da área da saúde mental para descrever comportamento manipulador usado para induzir pessoas a pensarem que suas reações são tão insanas que só podem estar malucas. Yashar explica também a origem do termo.

 

 

 

Publicação Original: MM360 explica os termos gaslighting, mansplaining, manterrupting e bropriating

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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