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Três mulheres são assassinadas em Brasília em menos de 48 horas

Notícias - 8 de agosto de 2018

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Saiu no site G1:

 

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De janeiro a julho, polícia registrou 16 casos de feminicídio no DF. ‘Atos de enorme violência não são apenas contra as mulheres, são contra toda a sociedade’, diz Cármen Lúcia.

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Em Brasília, num caso que lembra a morte da advogada paranaense Tatiane Spitzner, um homem é suspeito de ter jogado a mulher da janela de um apartamento.

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Carla Graziele Rodrigues Zandoná, de 37 anos, caiu do terceiro andar de um prédio na área central de Brasília. Uma testemunha que passava pelo local na noite de segunda-feira (6) disse que viu o corpo caindo e chamou a polícia.

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Carla foi socorrida, mas morreu ao chegar ao hospital. Os policiais contaram que tiveram que arrombar a porta do apartamento porque o marido de Carla, estava bêbado, com uma faca e não quis abrir.

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Jonas Zandoná de 44 anos, disse à polícia que não se lembrava de nada.

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“Dois fatos que chamaram a atenção foi o fato dela ter um corte profundo no pescoço e a posição que ela caiu, foi encontrada de costas ao chão”, disse o sargento Sérgio Pereira.

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Jonas foi preso e indiciado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, sem possibilidade de defesa e feminicídio. Carla e Jonas eram casados há 25 anos, tinham um filho de 18.

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A família disse que Carla tinha se separado do marido e que havia até uma ação restritiva contra Jonas pelas agressões à mulher.

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Em menos de 24 horas, outro caso no Distrito Federal. O policial militar Epaminondas Silva Santos, de 51 anos, foi à casa da sogra, chamou a mulher de quem estava se separando, Adriana Castro Rosa Santos, de 40 anos e quando ela saiu para atender, levou um tiro e morreu na hora. Em seguida, o PM se matou. O casal tinha dois filhos.

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E no domingo (5), Marília Jane de Sousa, de 58 anos, foi morta pelo marido na garagem de casa. O taxista Edilson Januário de Souto, de 61 anos, que havia passado o dia bebendo, fugiu. Nesta terça-feira (7) ele se entregou à polícia.

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De janeiro a julho, a polícia já havia registrado 16 casos de feminicídio na capital do país.

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Esse aumento da violência contra a mulher foi lembrado nesta terça (7) pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, numa sessão do Conselho Nacional de Justiça.

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“Todos esses atos de enorme violência não são apenas contra as mulheres, são contra toda a sociedade, são contra as crianças que veem e que assistem a esses atos e que, portanto, dependem de cuidado. São contra os próprios homens que se veem em uma sociedade cada vez mais violenta e a violência não faz ninguém feliz”, disse Cármen Lúcia.

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