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STJ nega pedido da defesa de João de Deus para libertar o médium

Saiu no site EBC

 

Veja publicação original:  STJ nega pedido da defesa de João de Deus para libertar o médium

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Pedido havia sido feito após Justiça de Goiás negar revogação de prisão

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Por Fábio Fabrini

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Goiânia O ministro Nefi Cordeiro, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou nesta quarta (19) habeas corpus para libertar João Teixeira de Farias, o João de Deus.

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João de Deus está preso desde o domingo (16) em Aparecida de Goiânia. É suspeito de abusar sexualmente de mulheres que procuravam atendimento na Casa Dom Inácio de Loyola, seu hospital de cirurgias espirituais. Os casos começaram a se tornar públicos no dia 8, após 13 supostas vítimas relatarem violações à TV Globo e ao jornal O Globo.

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Na semana passada, Aline Saleh, 29, contou à Folha que esteve na Casa Dom Inácio em 2012, foi levada para um banheiro, posta de costas e que João de Deus colocou a mão dela em seu pênis.

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Desde então, a força-tarefa montada pelo Ministério Público de Goiás para investigar o caso recebeu 506 relatos sobre supostos abusos cometidos pelo médium. A maioria chegou por e-mail e as denunciantes estão sendo chamadas a prestar depoimentos.

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Na última sexta (14), a Justiça decretou a prisão preventiva do médium. Ele ficou escondido num sítio na zona rural de Abadiânia até se entregar na tarde de domingo (16) e ser levado para a prisão em Aparecida de Goiânia.

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O momento da apresentação foi registrado com exclusividade pela colunista Mônica Bergamo, da Folha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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