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Servidores que usaram câmeras da prefeitura para ver mulheres na praia também espiaram hóspede de biquíni em hotel de Guaratuba

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Servidores que usaram câmeras da prefeitura para ver mulheres na praia também espiaram hóspede de biquíni em hotel de Guaratuba

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Ministério Público do Paraná está investigando o escândalo; servidores podem ser demitidos.

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Por Wilson Kirsche

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Além de aproximarem as imagens de câmeras da Prefeitura de Guaratuba – no litoral do Paraná – para ver mulheres na praia, servidores fizeram o mesmo para espiar uma hóspede de um hotel da cidade.

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A mulher estava de biquíni dentro do quarto, e o operador ajustou o foco para gravá-la.

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O mesmo aconteceu em outros lugares. Uma adolescente que mexia no celular e uma jovem de saia, que estava com amigos em um bar, também foram alvos das câmeras.

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“Eu acho muito revoltante, eu acho que nenhuma mulher gostaria de estar sendo vista através de uma câmera. Porque a pessoa que usa o artifício da câmara, ela não está sendo vista, ela foca onde ela quiser. Ela não precisa disfarçar que ela está olhando. Eu acho isso muito ofensivo para as mulheres”, afirmou um técnico de segurança da administração municipal que preferiu não se identificar.

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Nesta quarta-feira (28), a administração municipal – que abriu uma sindicância – informou ter identificado os técnicos de segurança suspeitos de terem feito as imagens de mulheres de biquíni nas praias do município. Porém, não disse quantos são, nem os nomes deles.

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) está investigando o escândalo, e os vereadores que fazem oposição à administração municipal na Câmara pediram explicações.

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Câmeras são da Prefeitura de Guaratuba — Foto: Reprodução/RPCCâmeras são da Prefeitura de Guaratuba — Foto: Reprodução/RPC

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Punição

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“De acordo com a lei, as penas vão de repreensão até demissão. Se nós imaginarmos dentro da gravidade que isso representa, certamente será uma tipificação para demissão”, afirmou a procuradora-geral Denise Lopes Gouveia.

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A central de monitoramento fica em um prédio e tem 16 funcionários. Outros servidores do setor viram os vídeos quando procuravam imagens de um adolescente que desapareceu depois de entrar no mar.

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Wellington Bruno Kluger Moreira, de 13 anos, desapareceu em Guaratuba, no dia 16 de novembro. Depois de dois dias, o adolescente foi encontrado morto no mar, em Matinhos, também no litoral.

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Prefeitura de Guaratuba informou que vai investigar servidores que aproximavam imagens de câmeras para ver mulheres na praia — Foto: Câmeras de segurançaPrefeitura de Guaratuba informou que vai investigar servidores que aproximavam imagens de câmeras para ver mulheres na praia — Foto: Câmeras de segurança

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Servidores aproximam imagens de câmeras da Prefeitura de Guaratuba para ver mulheres na praia — Foto: Câmeras de segurançaServidores aproximam imagens de câmeras da Prefeitura de Guaratuba para ver mulheres na praia — Foto: Câmeras de segurança

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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