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Seleção brasileira feminina embarca para Copa com meta de honrar mulheres

Saiu no site UOL ESPORTES

 

Veja publicação original:  Seleção brasileira feminina embarca para Copa com meta de honrar mulheres

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Por Vinicius Castro

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A seleção brasileira feminina de futebol embarcou hoje para a Copa do Mundo de 2019, na França. O grupo partiu do Rio de Janeiro após a apresentação em um hotel próximo ao Aeroporto Internacional do Galeão. Em comum na bagagem, as jogadoras levaram o desejo de honrar as mulheres, principalmente as que pavimentaram o caminho da modalidade no país.

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No grupo de 23 atletas, inclusive, as veteranas Formiga e Marta foram citadas nas entrevistas pelas mais jovens, embora a história da seleção feminina tenha alguns nomes importantíssimos como Pretinha, Sissi, Roseli e outras que se aventuraram a partir de 1986.

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“É uma oportunidade única de honrarmos todas as meninas que passaram pela seleção. A nossa história é muito grande. Embora as pessoas não conheçam, a seleção brasileira feminina é muito respeitada no mundo por conta do trabalho que elas já fizeram. É a nossa responsabilidade jogar bem, honrar essas meninas e todas as mulheres do país”, disse a goleira Aline, de 30 anos, jogadora do Tenerife (Espanha).

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A atacante Ludmilla foi convocada pela primeira vez e é vista como uma das esperanças da seleção brasileira na França. Aos 24 anos, a jogadora do Atlético de Madri (Espanha) exaltou o que as antecessoras fizeram.

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“Eu vi muitos jogos com a Formiga e a Marta. É um sonho realizado. O trabalho das meninas valeu a pena. Quem chega precisa dar continuidade”, comentou.

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A veterana Formiga, tão exaltada pelas mais novas, disputa a sua sétima Copa do Mundo depois de um pedido do técnico Vadão para que repensasse a aposentadoria. Aos 41 anos, ela já viveu de tudo no futebol feminino. Além do título inédito, claro, a volante segue a luta pela valorização das mulheres.

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“É difícil até hoje o reconhecimento da mulher em qualquer área. A desconfiança existe sempre. Não adianta dizer que é só no futebol feminino, pois acontece em todos os lugares. As coisas evoluíram. Pouco, é verdade. Ainda precisamos continuar em busca dos nossos sonhos”, encerrou.

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Das 23 jogadoras convocadas, sete não saíram com o grupo do Brasil e se encontrarão com as companheiras na Europa. Marta e Cristiane foram direto para o embarque.

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Andressinha, Camilinha e Debinha sairão dos Estados Unidos. Geyse, Tayla e Kathelen jogam na Europa e vão direto para Portugal, sede da preparação antes da Copa do Mundo. A meia Andressa Alves, do Barcelona, atuou na final da Liga dos Campeões no fim de semana e viaja na quinta-feira, quando a seleção feminina estará completa.

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A estreia na Copa do Mundo da França será no dia 9 de junho, contra a Jamaica, em Grenoble. O Brasil está no Grupo C e ainda jogará contra Itália e Austrália na primeira fase.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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