HOME

Home

Registros de feminicídio caem e delegada dá orientações para mulheres

Saiu no site AMAZONAS ATUAL

 

Veja publicação original: Registros de feminicídio caem e delegada dá orientações para mulheres

.

Para Debora Mafra, a redução desses casos tem relação com o aumento de denúncias

.

MANAUS – Até outubro deste ano, o Amazonas registrou quatro feminicídios, sendo três em Manaus e um no interior do Estado, conforme dados da SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas). Ano passado, foram registrados 14 casos no mesmo período. Para entender o risco, é preciso olhar os dados. Desde o início do ano, foram registradas 16,2 mil ocorrências de violência doméstica tendo mulheres como vítimas, em Manaus, conforme dados da SSP-AM. O número é 8,56% menor que as 17,7 mil ocorrências de igual período do ano passado na capital do Estado.

.

O feminicídio, assassinato cometido contra a mulher motivado pelo gênero sexual da vítima, pode ser combatido por toda a sociedade ao denunciar casos de violência contra a mulher, alerta a titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, Debora Mafra. Na maioria das situações, os suspeitos são ex-companheiros ou familiares e os crimes ocorrem em ambiente doméstico, por isso, qualquer sentimento de ameaça ou ato de violência precisa ser comunicado imediatamente a polícia.

.

Para a delegada, a redução de casos de feminicídio tem relação com o aumento de denúncias. Em média, a Delegacia recebe 50 denúncias por dia, entre registros de boletins de ocorrência e em anonimato pelos números 180 e 181. “O número é alto, mas é um sinal de que as mulheres amazonenses estão confiando no trabalho policial, na Justiça e na Lei Maria da Penha e, assim, estão denunciando, saindo desse ciclo de violência doméstica”, disse Débora Mafra.

.

Em 2015, o Código Penal foi alterado para incluir mais uma modalidade ao homicídio qualificado, que é o feminicídio – quando o crime é praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. Considerado crime hediondo, a pena para este crime é prisão de 12 a 30 anos.

.

.

.

Medidas Protetivas

.

Com a Lei 11.340/06, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha, uma das medidas previstas para proteger a vítima é a garantia de medidas protetivas, aplicadas após denúncia à delegacia. Segundo a delegada Débora Mafra, a DECCM tem trabalhado para reduzir o tempo para ouvir as mulheres em medidas protetivas. “Antes, esse tempo era de uma hora. Hoje, com o programa interno, o processo está durando 40 minutos com o objetivo de ouvir o máximo de vítimas possíveis em um dia”, afirmou a delegada Débora Mafra.

.

Quando ameaçadas, as mulheres devem registrar o BO (Boletim de Ocorrência) na DECCM, que vai solicitar da Justiça a medida protetiva. Até julho, a DECCM enviou 2.602 pedidos de medidas protetivas para análise da Justiça.

.

A Delegacia Especializada tem promovido palestras em escolas para conscientizar as mulheres em relação aos seus direitos e garantias, além de conscientizar os homens sobre as consequências do crime.  “As palestras também darão informações necessárias para termos multiplicadores para reduzir o número de denúncias sobre violência doméstica, que lidera o índice violência contra as mulheres”, afirmou a delegada.

.

.

Ronda Maria da Penha

.

O programa Ronda Maria da Penha garante atendimento pelas Polícias Civil e Militar às mulheres vítimas de violência doméstica que têm medidas protetivas.

.

O secretário de Segurança Pública, coronel da PM-AM (Polícia Militar do Amazonas) Amadeu Soares, entregou três novas viaturas do modelo Renault Oroch ao programa. Desde 2014, apenas uma viatura atendia aos bairros abrangidos pela 27ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e 13ª Cicom, onde funcionou em regime de projeto piloto.

.

.

Aplicativo

.

Há seis meses, foi lançado pela SSP-AM em parceria com a Secretaria de Estado e Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) um aplicativo para ajudar as mulheres a denunciar agressões e ameaças. O ‘Alerta Mulher’ possibilita o socorro antes mesmo da concessão de medidas protetivas.

.

Até setembro deste ano, foram solicitadas à Justiça 3,4 mil medidas protetivas pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). O app está integrado ao aplicativo ‘Aviso Polícia’, que informa sobre ameaça ou roubo em ônibus e está disponível gratuitamente para download.

 

 

 

 

 

 

 

 

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME