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Primeira mulher a comandar fábrica da Fiat na América Latina afirma: “Rompemos uma barreira”

Notícias - 6 de julho de 2020

Tempo de leitura: 3min

 

Saiu no site GAUCHAZH

 

Veja a publicação original:  Primeira mulher a comandar fábrica da Fiat na América Latina afirma: “Rompemos uma barreira”

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A responsável por assumir o cargo é a engenheira química Juliana Coelho, de 30 anos

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Pela primeira vez na história, uma mulher comandará uma fábrica da Fiat Chrysler Automóveis na América Latina. A responsável por assumir a função de Plant Manager do Polo Automotivo Jeep, em Pernambuco, unidade de Goiana, é a engenheira Juliana Coelho, de 30 anos. A novidade foi anunciada pela empresa nesta quarta-feira (1º).

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— Fico muito feliz de inspirar outras mulheres. De entender que no primeiro momento em que acontece isso, já rompemos uma barreira, e com certeza outras também serão — afirma ela.

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Juliana, pernambucana, é formada em Engenharia Química pela Universidade Católica de Pernambuco. Logo depois da formatura, emendou uma pós-graduação em petróleo e gás, focada no mercado de refinaria, já que Pernambuco ainda não tinha um polo automotivo.

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Quando a Fiat chegou no Estado, ela estava cursando um mestrado na Universidade Federal de Pernambuco, e logo foi chamada para trabalhar na empresa, em 2013. Depois de passar por treinamentos na Itália e na Sérvia, acompanhou de perto a construção do Polo que agora chefiará, desde a instalação dos equipamentos até a contratação dos primeiros operadores.

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Há um ano e oito meses, porém, estava trabalhando em Minas Gerais, onde era responsável por novos desenvolvimentos na manufatura LATAM. Para ela, a experiência foi “importante para conhecer sobre o business, ampliar horizontes e pegar bagagem”. Mas não esconde a felicidade de voltar para a terra natal.

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— Ter essa oportunidade de retornar com certeza tem um gostinho especial. Passa um filme na minha cabeça — diz.

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O antecessor no cargo, o engenheiro italiano Pierluigi Astorino, de 38 anos, foi promovido e assume agora o cargo de Diretor de Manufatura.

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Ainda sobre representatividade, Juliana é positiva quanto à evolução da igualdade de gênero nas indústrias.

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— Cada vez mais a gente vê a importância da representatividade da sociedade dentro das indústrias. Como mulheres, somos 51%, somos maioria, muitas vezes chamadas de minoria, mas não somos minoria, e sim minorizadas. — diz ela. — Com certeza está acontecendo uma mudança, a gente vê uma onda muito forte de CEO’s aqui na América Latina,  principalmente no  Brasil, com mulheres em todas as esferas e níveis hierárquicos.

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Em relação à responsabilidade do cargo, é consciente de seu papel, que abrange mais de cinco mil pessoas em sua gestão.

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— Fazer toda essa pluralidade convergir em resultado, desenvolvimento de pessoas, crescimento de região, e tendo cuidado com biodiversidade, com diversidade e inclusão, é uma responsabilidade muito grande e eu estou muito feliz de assumir esse desafio — garante.

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Além da representatividade feminina, o que a difere também é a idade. Juliana afirma que a surpresa por suas três décadas de vida existe, mas está disposta a quebrar mais esse paradigma.

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— Com certeza a idade é algo que chama a atenção, semana que vem faço 31 anos. Mas através da liderança a gente consegue quebrar uma série de paradigmas e  focar no que é realmente essencial: ter uma visão compartilhada com o time e empoderar as pessoas para que elas possam somar com a empresa — conclui.

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