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“Precisamos desconstruir masculinidades tóxicas”, afirma Sérgio Barbosa

Saiu no site INSTITUTO GELEDÉS

 

Veja publicação original:   “Precisamos desconstruir masculinidades tóxicas”, afirma Sérgio Barbosa

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Desconstruir padrões de masculinidade desde a infância é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária

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O dia 6 de dezembro é marcado como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Dentre muitos assuntos abordados por eles e para eles durante os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres está a desconstrução de padrões de masculinidade estabelecidos pelo patriarcado.

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A construção de uma sociedade mais justa para mulheres e homens, em que elas possam viver livres da violência de gênero e desfrutar de iguais oportunidades no mercado de trabalho, por exemplo, passa por ensinar crianças e adolescentes a compreender e questionar a estrutura social que normatiza a violência do homem contra a mulher.

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É o que pontua Sérgio Barbosa, professor universitário de Filosofia e Sociologia e também coordenador do projeto Tempo de Despertar, programa idealizado pela promotora de justiça Maria Gabriela Manssur do Ministério Público do Estado de São Paulo, em que atua com grupos reflexivos para homens autores de violência contra mulheres e dá palestras educativas sobre o tema.

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“Quando trabalhamos com crianças, jovens e adolescentes, explicamos que toda aquela situação de violência é baseada no patriarcado e que são essas estruturas que legitimam o controle da mulher. Em decorrência desse patriarcado surge o machismo, que é a expressão da violência simbólica contra as mulheres e, a partir disso, acontece a agressão”, explica Sérgio.

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O professor reforça ainda que meninos e adolescentes precisam ter novas percepções de convivência em sociedade, apontando valores e papéis sociais para que esses jovens entendam que certos tipos de comportamentos não são aceitáveis e devem mudar.

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“Quando usamos instrumentos e ferramentas para que o menino desconstrua a sua própria identidade, no movimento de torná-lo protagonista de suas ações, estamos permitindo que ele reveja seus conceitos, redefina suas atitudes e reconfigure seus comportamentos diante de uma mulher. É importante conhecer as ferramentas para que ele possa desconstruir essas masculinidades tóxicas.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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