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Polícia Civil e Conselho da Mulher distribuem apitos para denunciar crimes de assédio em Juiz de Fora

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Polícia Civil e Conselho da Mulher distribuem apitos para denunciar crimes de assédio em Juiz de Fora

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O objeto é para quebrar o medo e o silêncio, pois muitas mulheres já foram vítimas ou testemunhas.

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Membros da Polícia Civil e do Conselho da Mulher distribuíram apitos nesta segunda-feira (26) nos pontos de ônibus e dentro dos coletivos em Juiz de Fora. Quem for vítima do crime de assédio não pode ficar em silêncio e após o barulho, deve procurar a delegacia para fazer a denúncia.

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A ação da Polícia Civil em parceria com o Conselho da Mulher foi para que as mulheres carreguem o apito dentro da bolsa. Caso elas sejam vítimas ou presenciem um ato de assédio, possam denunciar. Os motoristas também estão sendo orientados sobre como ajudar.

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O apito é para quebrar o medo e o silêncio sobre o assédio, pois muitas mulheres já foram vítimas ou testemunhas. Até setembro deste ano, o assédio era considerado uma contravenção penal. Agora é crime de importunação sexual.

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O assediador está sujeito a uma pena que vai de um a cinco anos de prisão. Desde que a nova lei entrou em vigor, toda semana pelo menos uma denúncia de assédio é registrada no Conselho da Mulher. Só que o número de casos pode ser bem maior.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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