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‘Pedi misericórdia’, diz mulher sequestrada pelo ex após assassinato do namorado em MT

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:   ‘Pedi misericórdia’, diz mulher sequestrada pelo ex após assassinato do namorado em MT

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José Antônio de Assis atirou no namorado da ex-mulher na frente várias testemunhas em um posto de combustível, em Cuiabá. Em seguida, sequestrou a mulher, que estava com a vítima no carro.

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Por Cínthya Rocha

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Larícia Melhorança Reyes, de 36 anos, que foi sequestrada pelo ex-marido, nesse sábado (29), em Cuiabá, e libertada em Pontes e Lacerda, a 483 km da capital, contou, neste domingo (30), que, durante o tempo em que esteve sob o domínio do ex-marido, pedia para que ele tivesse misericórdia e a soltasse. José Antônio de Assis também é suspeito de atirar e matar o atual namorado dela.

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G1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito.

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De acordo com o relato de Larícia, ela, o namorado, Roberto Lemos dos Santos, de 50 anos, e dois filhos dela, iriam para uma chácara em Acorizal, a 59 km de Cuiabá, e passaram em casa para alimentar os cachorros.

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“Enquanto eu fui colocar comida, o Roberto e os meus filhos ficaram na conveniência do posto”, disse.

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Ao voltar e entrar no carro do namorado, ela percebeu que outro veículo estacionou ao lado, mas segundo ela, não imaginou que fosse o ex-marido, pois ele estaria vivendo em Vilhena (RO), com a família dele e com o filho, de 4 anos, fruto do relacionamento com Larícia.

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“Ele desceu, sacou a arma e atirou. Me puxou pelo cabelo, me jogou dentro do carro e me algemou no freio de mão e saiu em direção a Cáceres e Pontes de Lacerda, dizendo que iria para Bolívia”, contou.

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Segundo Larícia, no percurso o ex-marido a agrediu várias vezes, com socos e tapas no rosto e na cabeça. Ele também a agrediu verbalmente com xingamentos e ameaças.

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“Eu pedi misericórdia e para que ele me deixasse na rodovia mesmo, mas ele dizia que precisava de mim como escudo para chegar onde queria”, relatou.

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A vítima conta que ao chegar em Pontes e Lacerda, a 483 km da capital, o ex ligou para a família dele que deu suporte para a fuga.

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“Um amigo dela já tinha ligado para avisar que a polícia estava atrás dele e que havia barreiras, então a irmã dele foi buscá-lo, enquanto uma sobrinha me levou para casa o irmão dele, que me deixou na estrada”, afirmou ela.

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Após ser deixada, Larícia conta que correu até as margens da BR-070 e pegou carona até a Polícia Federal (PF). Ao relatar o que havia ocorrido, foi encaminhada para a delegacia de Polícia Civil, onde prestou esclarecimentos e esperou que a família fosse buscá-la.

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Larícia chegou a Cuiabá, neste domingo e deve prestar depoimento na quarta-feira (2).

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O sequestro

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Em imagens gravadas pelas câmeras do circuito interno de segurança do posto de combustível, onde o sequestro ocorreu, é possível ver quando um carro preto estaciona ao lado do carro em que está Larícia, o namorado e os filhos dela. Um homem desce do carro atira e puxa a mulher.

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Ele empurra a mulher para dentro do carro preto, atira outras vezes, entrar no carro e sai.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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