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ONU se compromete contra assédio sexual em resolução questionada por EUA

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Veja publicação original:  ONU se compromete contra assédio sexual em resolução questionada por EUA

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Nações Unidas, Estados Unidos, 17 dez 2018 (AFP) – A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou nesta segunda-feira uma resolução sobre o assédio sexual e a violência contra as mulheres, apesar das tentativas dos Estados Unidos de suavizar a medida, especialmente no que se refere ao aborto e ao planejamento familiar.

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A administração de Donald Trump tentou retirar desta resolução não vinculante as menções sobre acesso aos serviços de saúde reprodutiva, aborto seguro e direito das mulheres de decidir livremente sobre questões vinculadas a sua sexualidade.

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Em votação solicitada por Washington, 130 países se manifestaram a favor da manutenção das citadas menções, 31 se abstiveram e apenas os EUA foram contrários.

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A resolução foi aprovada em sua totalidade pela Assembleia Geral.

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França e Holanda estão na origem das negociações sobre esta resolução que, pela primeira vez após o surgimento do movimento #MeToo, menciona a luta contra o assédio sexual.

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No passado mês de novembro, a França criticou o giro dos Estados Unidos por se alinhar a posições de governos menos progressistas em matéria de direitos das mulheres.

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“Necessitamos ter os Estados Unido neste combate contra o assédio sexual, de acordo com os valores que os EUA sempre defenderam”, disse à AFP o embaixador francês na ONU, François Delattre.

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Segundo diplomatas, os esforços de Washington para atenuar a resolução foram ditados por partidários ultraconservadores ligados ao vice-presidente Mike Pence, abertamente oposto ao aborto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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