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Olinda promove encontro com mulheres vítimas de agressões domésticas

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Veja publicação original:  Olinda promove encontro com mulheres vítimas de agressões domésticas

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Por Alexandre Cavalcanti

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Mulheres vítimas de violência doméstica, que residem em Olinda, e são assistidas pelo sistema de dispositivo eletrônico se reuniram, nesta quinta-feira (29.11), no Centro de Referência da Mulher Márcia Dangremon, no Bairro Novo. Numa roda de conversa com  psicólogas, assistentes sociais e educadoras, elas relataram, uma a uma, o processo de acompanhamento da medida protetiva e receberam aconselhamentos sobre a forma de prevenção e cuidados.

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O monitoramento eletrônico funciona como um dispositivo que ajuda a evitar novas agressões, aumenta o sentimento de segurança das mulheres, reduz as ocorrências letais e permite a prisão em flagrante dos agressores. De acordo com a assistente social da Secretaria da Mulher de Pernambuco, Taynan Barbosa, o dispositivo é instalado por determinação judicial para que o agressor seja monitorado como medida cautelar alternativa à prisão. “O nosso objetivo é de manter um acompanhamento periódico das munícipes de Olinda, que estão sendo acompanhadas pelo monitoramento eletrônico, fortalecer esse vínculo das mulheres com o Centro de Referência e para saber como está sendo o andamento dos processos de cada uma delas”, ressaltou.

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Hoje, 19 mulheres são acompanhadas por esse sistema, em Olinda. Segundo a diretora de promoção e defesa da cidadania da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e  Direitos Humanos de Olinda, Nívea Macedo, algumas dessas mulheres ainda não conheciam o centro de apoio do município. “Para quem veio pela primeira vez, sabe agora que pode contar com os serviços permanentes de assistência psicológica, jurídica, social e pedagógica que temos nessa casa”, concluiu.

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“O monitoramento é importante para nossa proteção, mas o apoio que recebemos no Centro Márcia Dangremon é de fundamental importância para que possamos restabelecer nossas vidas”, disse uma das mulheres persente na reunião e que não pode ser identificada por medida de segurança.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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