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O que podemos esperar da Copa do Mundo Feminina de Futebol?

Saiu no site METRÓPOLES

 

Veja publicação original:  O que podemos esperar da Copa do Mundo Feminina de Futebol?

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Por Fernanda Colombo

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Uma Copa Feminina como você nunca viu! Aliás, você já viu alguma? O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que este torneio será espetacular e mudará a visão das pessoas sobre o futebol feminino. Tomara! Pela primeira vez, a rede Globo fará a transmissão do evento.

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E o Brasil? Será campeão do mundo?

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Apesar de a seleção comandada por Vadão carregar uma série de nove derrotas consecutivas na preparação para a Copa e desagradar um pouco, o Brasil pode sim ser campeão. Afinal, isso é futebol e não matemática!

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Habemus MARTA e cia.
Sim, Marta, maior atleta de futebol de todos os tempos, é do Brasil! Ela também é a maior artilheira da história das Copas. Esperamos o que dela? Um show com a bola nos pés. O Brasil ainda conta com a jogadora mais experiente de copas, Formiga (Utilidade pública: o nome da Formiga, é Miraildes, mas pode chamar de ForMiTO). Com esta, serão sete carregadas nas costas. Recorde a ser batido, inclusive pelos homens.

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E como futebol não se joga sozinha, temos Andressa, Tamires, Bárbara, Aline, Letícia, Fabiana, Camilinha, Erika, kathellen, Mônica, Tayla, Andressinha, Thaísa, Bia, Cristiane, Raquel, Debinha, Geyse e Ludmila.

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Se a seleção for eliminada, o Brasil pode ir para a final?

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Calma aí, deu tilt aqui, mas é verdade. O Brasil pode sim fazer a final, mas na arbitragem. O trio feminino será comandado pela árbitra Edina Batista e pelas auxiliares Neuza Inez Back e Tatiane Sacilotti. Elas estão arrebentando no apito e daqui a pouco aparecerão na série A do Brasileiro.

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Uma estrela a menos
Ada Hegerbeg, atual tetracampeã da Champions League Feminina pela Lyon e maior artilheira da história do torneio, não participará da Copa. Qual o motivo? Protesto! Isso mesmo. Ela não admite que as seleções masculina e feminina sejam tratadas de formas distintas. Tanto é que o time norueguês igualou os salários, mas isso não foi o suficiente. Para ela, ainda falta profissionalismo, preparação e ação no futebol feminino. Isso que eu chamo de guerreira.

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Curiosidade financeira
Você sabia que o salário do Messi é 325 vezes mais do que o da jogadora mais bem paga no mundo, Ada Hegerbeg? A Marta, mesmo sendo a atual melhor do mundo, tem apenas o quarto maior salário entre as mulheres. Choquei!

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Tem álbum delas
Sim! A Panini lançou o álbum oficial da Copa do Mundo Feminina. Vamos correr atrás das figurinhas?

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A Copa será a celebração da conquista feminina no futebol. De mulheres que, no passado, foram proibidas de jogar, sofreram e sofrem com o preconceito. Mulheres que lutam pelo sonho de fazer aquilo que amam. Essa Copa eu quero ver! E você?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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