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Mulher agredida no Metrô de SP teve joelho, maxilar e nariz quebrados: ‘Não foi roubo, ele queria que eu morresse’

Saiu no site G1

Vítima de 24 anos alega tentativa de feminicídio; caso foi registrado no 73º DP (Jaçanã) como lesão corporal.

A auxiliar de compras Larissa Ramos Raudenberg, 24 anos, teve o maxilar, joelho esquerdo, nariz e três dentes quebrados após ser agredida na noite da última segunda-feira (15) na estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô, na Zona Norte de São Paulo.

O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã) como lesão corporal, no entanto, a vítima afirma que foi tentativa de feminicídio. Ela prestará nova queixa à polícia após realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira (17).

Segundo o boletim de ocorrência, ela acessou a estação e se posicionou na plataforma de embarque no sentido Tucuruvi, quando começou a ser agredida de forma inesperada pelo homem identificado como Rodrigo de Oliveira, 25 anos.

De acordo com o relato da vítima, as agressões começaram com uma perseguição à sua amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, com quem o suspeito teria feito um breve contato visual e corrido atrás dela logo em seguida. Ao fugir, o homem atingiu Larissa, que estava mais próxima dele, e a derrubou com um chute no joelho.

Apesar de a mulher já estar no chão e machucada, o agressor continuou desferindo chutes em sua face e na cabeça.

“Ele avançou para cima da gente. Não foi tentativa de roubo, porque eu estava com dois celulares, um da empresa e o meu pessoal. Os aparelhos caíram no chão e mesmo assim ele não quis, viu que eu desmaiei, mas continuou me batendo. Ele queria que eu morresse, queria a minha vida”, declarou ao g1.

Larissa recebeu os primeiros atendimentos no local e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô, onde permaneceu sob cuidados médicos. Ela já recebeu alta e se recupera em casa.

“Eu fraturei o nariz, o maxilar, estou com bastante inchaço no rosto, quebrei três dentes e fraturei o joelho, estou mancando”, disse.

A vítima se queixa da falta de segurança dentro da estação. “Ele [o agressor] estava na plataforma, na parte onde a gente pega o trem. Ou seja, ele passou pela catraca e não tinha nenhum segurança do Metrô ali. Eles apareceram depois do ocorrido”, afirmou ela, que enfatiza:

“Pelo que eu soube, é um rapaz que já teve até passagem [pela polícia] por assédio contra mulheres no metrô. A gente estava tranquila e o cara ficou incomodadíssimo com a nossa presença ali. Fiquei me sentindo muito exposta”, lamenta ela, que pretende passar por acompanhamento psicológico.

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