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MP-BA debate violência contra a mulher em escolas

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Veja publicação original:  MP-BA debate violência contra a mulher em escolas

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Promotora de Justiça foi convidada para palestrar em evento organizado pelo 6º Batalhão de Polícia Militar, em ação do “Agosto Lilás”

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) participou nesta sexta-feira (23) uma palestra na Escola Estadual Senhor do Bonfim sobre violência contra a mulher. A convite do 6º Batalhão de Polícia Militar, que organiza o evento, a promotora de Justiça Aline Curvêlo foi a convidada da semana em razão do “Agosto Lilás”, mês de conscientização contra a violência doméstica e contra a mulher.

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A promotora falou aos estudantes do terceiro ano sobre as estatísticas destes crimes no país. “A cada quatro minutos, uma mulher sofre agressão no Brasil. E, a cada uma hora e meia, acontece um feminicídio, que é um assassinato movido por conflito de gênero”, disse.

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Nos últimos anos, acrescentou ela, os casos de assassinatos inclusive aumentaram. “A taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 29,9% no Brasil entre 2007 e 2017, segundo o Mapa da Violência. E os cometidos dentro de casa também cresceram – foram 17,1% de 2012 até 2017”, afirmou.

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Para romper o ciclo de violência, a promotora explicou que as vítimas ou pessoas que testemunharam alguma violência podem denunciar os casos. Para isso, basta ligar para o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), para o número 190 (Plantão da PM), para o Disque 100 (Direito Humanos) ou ir a uma Delegacia ou Promotoria de Justiça em sua região.

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Aline Curvêlo também apresentou os diferentes tipos de violência, que são a física; a psicológica ou emocional; a sexual; a patrimonial ou econômica; e a moral. Além disso, ela explicou como os conceitos de feminismo e empatia podem ajudar no combate às agressões.

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“O feminismo é um movimento necessário e que vem ajudando muitas mulheres na luta pela igualdade. E a empatia é se colocar no lugar do outro sem julgar… (ao entender) o contexto (das mulheres) podemos prevenir a violência e garantir que não haja impunidade”, pontuou.

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Ao final do evento, a promotora também alertou os estudantes sobre os crimes de importunação sexual (art. 215 A) e de divulgação de cena de estupro ou sexo (art. 218 C). Ela explicou que divulgar fotos pornográficas sem a permissão da vítima pode acarretar em punições legais – tanto para quem fez o registro quanto para quem o compartilhou dentro ou fora das redes sociais.

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E o tema do assédio sexual, quando alguém toca o corpo alheio sem permissão ou força algum contato sexual, por exemplo, também foi debatido com os estudantes. A promotora de Justiça Aline Curvêlo é titular da 2ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim.

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A promotora falou aos estudantes do terceiro ano sobre as estatísticas destes crimes no país. “A cada quatro minutos, uma mulher sofre agressão no Brasil. E, a cada uma hora e meia, acontece um feminicídio, que é um assassinato movido por conflito de gênero”, disse.

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Nos últimos anos, acrescentou ela, os casos de assassinatos inclusive aumentaram. “A taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 29,9% no Brasil entre 2007 e 2017, segundo o Mapa da Violência. E os cometidos dentro de casa também cresceram – foram 17,1% de 2012 até 2017”, afirmou.

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Para romper o ciclo de violência, a promotora explicou que as vítimas ou pessoas que testemunharam alguma violência podem denunciar os casos. Para isso, basta ligar para o Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher), para o número 190 (Plantão da PM), para o Disque 100 (Direito Humanos) ou ir a uma Delegacia ou Promotoria de Justiça em sua região.

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Aline Curvêlo também apresentou os diferentes tipos de violência, que são a física; a psicológica ou emocional; a sexual; a patrimonial ou econômica; e a moral. Além disso, ela explicou como os conceitos de feminismo e empatia podem ajudar no combate às agressões.

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“O feminismo é um movimento necessário e que vem ajudando muitas mulheres na luta pela igualdade. E a empatia é se colocar no lugar do outro sem julgar… (ao entender) o contexto (das mulheres) podemos prevenir a violência e garantir que não haja impunidade”, pontuou.

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Ao final do evento, a promotora também alertou os estudantes sobre os crimes de importunação sexual (art. 215 A) e de divulgação de cena de estupro ou sexo (art. 218 C). Ela explicou que divulgar fotos pornográficas sem a permissão da vítima pode acarretar em punições legais – tanto para quem fez o registro quanto para quem o compartilhou dentro ou fora das redes sociais.

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E o tema do assédio sexual, quando alguém toca o corpo alheio sem permissão ou força algum contato sexual, por exemplo, também foi debatido com os estudantes. A promotora de Justiça Aline Curvêlo é titular da 2ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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