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Monólogos da ppk: nova geração feminina do humor rompe com tabus

Saiu no UNIVERSA

Veja a Publicação Original.

“As pessoas olham para mim e às vezes parece que sou um suco. Sempre me perguntam: é natural?” A piada é sobre seios grandes e é contada pela comediante Gabriela Abdala, 22, em vídeo que já foi visto por pelo menos 2,6 milhões de pessoas. Esse é o número de visualizações do vídeo “Não é fácil ter peito grande”, no YouTube, em que Gabi elenca as dificuldades que já passou na vida, como encontrar sutiã confortável.

Como Gabi, uma geração de mulheres do stand-up comedy chega aos palcos e telas para falar das questões femininas a partir da sua própria perspectiva.

Se há duas décadas, a peça Monólogos da Vagina, de Eve Ensler, trazia um debate hilário e revolucionário sobre corpo e desejo feminino, comediantes brasileiras agora abrem novas perspectivas. Se é para rir de sexo, menstruação, tesão, relacionamentos amorosos, mudanças no corpo e pressão para se encaixar em padrões estéticos, o palco é delas.

Universa conversou com três delas: Gabi Adbala, Ste Marques e Niny Magalhães. E o primeiro assunto que elas abordam, antes mesmo de serem questionadas, é sobre como a comédia stand up, gênero em que a pessoa fala de situações pessoais com humor, é dominado por homens.

E o reflexo disso são as críticas que recebem: que o stand up não é um espaço para elas e que assuntos íntimos não têm graça. Isso não as intimida. Pelo contrário, vira piada. “Eu brinco que toda vez que se fala que uma mulher não é engraçada, uma xoxota fica triste. Porque parece que a culpa é delas, elas devem até ficar meio preocupadas”, comenta a atriz Ste Marques, 30, que faz comédia há três.

“Antes de eu soltar uma piada, acham que vou bancar a gostosa”

Veja a Matéria Completa Aqui!

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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